sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Minha lua cheia


Estamos na lua cheia. Não entendo como, mas ela mexe comigo de uma maneira notória. É como se ela enchesse toda essa maré de sentimentos que existe dentro de mim e acaba que eu me torno pequena pra tanta emoção.

Pode ser porque é a lua dos apaixonados. E eu... sou uma pessoa constantemente apaixonada. Faço questão de ser assim, procuro coisas pra me apaixonar o tempo todo, porque acho que a vida dos apaixonados é mais alegre, mais cheia de vida, mais emocionante. Quem de nós em estado de paixão, não olha pra lua com encantamento e solta um suspiro? Essa cena é muito mais comum do que se pensa, nem que seja um suspiro da saudade do que se foi ou a vontade do que não foi, do amor que não se consumou. Efeito da lua.

Também há a hipótese da magia que a lua cheia tem, afinal sempre foi em noites de lua cheia que as bruxas se encontravam no meio da floresta para rituais, que os morcegos se transformavam em vampiros e saiam por aí beijando e mordendo pescoços, que homens se transformavam num selvagem lobisomem ou quando os magos faziam suas melhores poções. Efeito da lua.

Na verdade, acho que ela me encanta pela sua beleza, sua luminosidade, sua maestria em meio à escuridão. E cada dia, ela aparece com uma cor diferente, uma aura diferente, um horário diferente, portanto, não acredito que todas as luas cheias sejam iguais. Acho que cada uma tem sua particularidade e mexe conosco por dentro e por fora, numa intensidade perfeita para aquele momento.

A lua me encanta em todas as suas fases. Sou fascinada por ela, mas a lua cheia é especial. Além da sua magnitude aparente, ela tem em si um mistério, uma magia, uma maneira de feitiço que, quem se conecta a ela, sente uma enchente por dentro, um transbordamento do amor latente, uma vontade de chegar até ela ou se tornar do tamanho dela. Eu, particularmente, me integro a ela.

Ah, minha lua...

Um comentário:

  1. Nossa,Taiza,adorei este teu texto!Como em você a lua também exerce um fascínio muito grande em mim...
    Ah, nossa lua....
    Abraços,
    Marilene

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