terça-feira, 31 de julho de 2012

Voltando a escrever



Tá bom. Já escrevi sobre isso um milhão de vezes, mas já aviso que vou escrever mais outros milhões. Se Martha Medeiros, Eduardo Shinyashiki, Lya Luft que são escritores renomados, repetem e fazem variações do mesmo tempo, por que euzinha não posso fazer? Logo eu que não sou escritora, muito menos renomada, acho que também posso. Até porque alguns temas nos agradam mais, além do que, a vida anda tão repetitiva que temos que ser, no mínimo, o pai e a mãe da criatividade.

Mas hoje estou voltando a escrever no blog. E como eu adoro isso. Adoro escrever de tudo que é jeito, a todo momento, sobre qualquer tema. Pode ser carta, e-mail, texto, anotação, bilhete, homenagem... escrever me faz bem. Levando em consideração os seguidores do blog e os assinantes do meu Facebook, talvez o que tenho escrito faça bem também a mais pessoas.

Escrever pra mim tem o mesmo prazer de um abraço caloroso, que um banho quente em dias de frio, de fazer ninhada com meus filhos na cama, de fazer algo em prol de alguém que amo, de reencontrar pessoas especiais... poderia escrever páginas e páginas de momentos que se comparam ao meu momento de escrever.

E tudo me inspira! Um noticiário (uau, que palavra antiquada), uma cena que assisto parada num sinaleiro, uma música, um fato que alguém me conta. Aliás, minto. A inspiração vem de coisas que gosto. Se me mandar escrever uma receita de bolo... já era! A menos que seja copiada, claro. Sou um zero à esquerda na cozinha. E, como tenho lido muito ultimamente, a mente se abre e as letrinhas começar a querer pular de dentro de mim pro papel.

Um problema que tenho: não posso ler o que escrevi. Pra mim está sempre ruim, mal escrito, brega e todos os outros defeitos possíveis e imagináveis. Então, eu publico mesmo os meus rascunhos. Essa coisa de passar a limpo é fria, no meu caso.

A questão é que estou voltando a escrever. Hoje mesmo pretendo escrever sobre muitas coisas que tem rondado minha mente nos últimos tempos. Escrever leva tempo, mas vou aproveitar o finalzinho das férias pra escrever muitas coisas. Já as publicações, vão vindo aos poucos, de acordo com o tempo disponível que terei (ou não) pela frente.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

O silêncio da alma


Lembre-se: os silêncios mantêm os segredos, portanto, o som mais doce é o som do silêncio.
Essa é a canção da alma. Alguns escutam o silêncio na oração, outros cantam a canção em seu trabalho, alguns procuram os segredos na contemplação tranqüila.
Quando se alcança a maestria, os sons do mundo se apagam, as distrações se aquietam.

Toda a vida se transforma em meditação.
Tudo na vida é uma meditação na qual se pode contemplar o Divino e vivendo dessa forma, aprendemos que tudo na vida é bênção.
Já não há luta, nem dor, nem preocupação. Só há experiência.
Respira em cada flor, voa com cada pássaro, encontra beleza e sabedoria em tudo, já que a sabedoria está em todos os lugares onde se forma a beleza. E a beleza se forma em todas as partes, não há que procurá-la, porque ela virá a ti.

Quando ages nesse estado, transformas tudo o que fazes numa meditação e assim, num dom, num oferecimento de ti para tua alma e de tua alma para o Todo.
Ao lavar os pratos desfruta do calor da água que acaricia tuas mãos. Ao preparar a ceia sinta o amor do universo que te trouxe esse alimento e, como um presente teu ao preparar essa comida, derrama nela todo o amor de teu ser.
Ao respirar, respira longa e profundamente, respira lenta e suavemente, respira a suave e doce simplicidade da vida, tão plena de energia, tão plena de amor.

É amor de Deus o que estás respirando. Respira profundamente e poderás senti-lo.
Respira muito, muito profundamente e o amor te fará chorar de alegria.
Porque conheceste teu Deus e teu Deus te presenteou com tua alma.
Faz da tua vida e de todos os acontecimentos uma meditação.

Caminha na vigília, não adormecido.
Move-te com a perfeição, não sem ela e não te detenhas na dúvida nem no temor, tampouco na culpa ou na auto- recriminação.
Vive no esplendor permanente, com a certeza de que és muito amado.
Sempre és Um com Deus, Sempre és bem-vindo à casa
Porque teu lar é Meu coração e o Meu é o teu.
Somos tudo o que é, tudo o que foi e tudo o que será.


(Texto de Neale Donald Walsch)