segunda-feira, 21 de maio de 2012

Eu posso



Mesmo que o mundo caísse e sobre
nós explodisse destruindo o que era
nosso, EU POSSO...


Mesmo que eu me desabasse e nada
mais me sobrasse senão ver tudo em
destroço, EU POSSO...


Mesmo que abismos medonhos enterrem
todos os meus sonhos nas profundezas de
um poço, EU POSSO...


Mesmo que todas pessoas neguem minhas
coisas boas, nem por isso eu me alvoroço,
EU POSSO...


Mesmo que a fome do mundo caia em mim
neste segundo, ainda assim hoje eu almoço,
EU POSSO...


Mesmo que um grande fracasso queira barrar
o meu passo, eu não paro e não acosso,
EU POSSO...


Mesmo que eu seja vencido muito cedo,
envelheço, eu subo, eu sigo, eu recomeço,
EU POSSO...


Eu posso renascer agora, eu posso refazer
a aurora...


Eu posso iluminar o meu caminho, eu posso
dar a mão ao meu vizinho...


Eu posso beijar o esfarrapado como beijo as
flores...


Eu posso ter um mundo de riqueza, eu posso
ver a Deus na natureza...


Eu posso encher de amor o coração e, fazer
desta vida uma canção...


Eu posso- e sei que preciso- fazer da vida
um paraíso...


Eu posso- é a força da energia que explode
em mim e se irradia...


Eu posso- é a oração da Divindade que produz
em mim a realidade...


Eu posso erguer os olhos para o céu e ver
tudo branco como um véu...


Eu posso reconstruir a minha casa, eu posso
ter tudo o que me apraza...


Eu posso- é a oração bendita da minha força
infinita...


Eu posso perdoar meu inimigo porque vem
a mim tudo o que eu bendigo...


Eu posso fazer da vida uma festa por todo
o tempo que me resta...


Enfim


EU POSSO...
TU PODES...
TODOS PODEM...


(Desconheço a autoria)

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Sonhos



Mais vale sonhos voando que um conformismo na mão.

Então os anos passam e você entende que boa parte de tudo que sonhou não vai acontecer. A maturidade te obriga a pagar contas, ter emprego fixo e garantir o fundo de garantia para uma velhice tranquila. 


Aos poucos, a bagagem dos sonhos começa a pesar e decidimos ir abandonando as vontades pelo caminho. 
Mudamos nossas atitudes e nos conformamos com o que a vida nos reservou.


Alguns sentam e lamentam, outros relaxam e continuam querendo. Eu faço parte da segunda categoria. Posso adormecer um sonho, mas vira e mexe vou até ele e mostro que ainda estou aqui. 



Outras vezes finjo que esqueci da sua existência, mas o amarro bem perto pra ele não fugir. Muitos sonhos vão sobrevoar nossa vida e aqui do chão parecerão impossíveis de serem alcançados. Mas eu não desisto e estendo meu braço.

Além disso, os obstáculos do cotidiano vão cortar as asas do nosso pensamento fazendo muito do que queremos tornar-se impossível.


É verdade, pode ser que eu de fato não consiga chegar até eles, mas a confiança já faz de mim uma pessoa bem melhor.


(Texto de Fernanda Gaona)

terça-feira, 8 de maio de 2012

Investir no sossego do coração







Investir no sossego do próprio coração é algo tão complexo por causa da sua simplicidade. Porque ser simples é uma das coisas que mais dificulta a nossa vida. 

Investir no sossego do próprio coração é não abrir uma brecha, que poderá virar uma represa, para alguém que não está disponível afetivamente. 

É prestar atenção nos sinais e indícios que a pessoa dá, logo nos primeiros encontros, do tamanho do sofrimento ou da alegria que ela poderá lhe proporcionar. 

É saber-se só em quaisquer situações, mesmo acompanhado, pois as consequências de nossas escolhas são absolutamente nossas.


Investir no sossego do nosso próprio coração é saber que aquilo que está doendo deverá ser extirpado e não manter apego ao sofrimento, por mais que o uso do bisturi cause quase a mesma dor. 

É não adiar sofrimento postergando decisões tão necessárias.

É não se acomodar com a falta de excitação pelas coisas, pessoas, trabalho.

É saber-se merecedor de experienciar um amor inteiro, intenso, extenso, imenso, verdadeiro... Recíproco!

É aumentar, um pouquinho a cada dia, o seu tamanho. 

É ter a certeza e a confiança de que as coisas têm um encaixe, mas que é preciso deixar ir, ou ir ao encontro, ou conformar-se com o desencontro, ou esquecer, ou lembrar-se de outras coisas, ou relacionar-se de outra forma. 

Investe no sossego do próprio coração quem não rumina o que machuca, quem não fica descascando a ferida impedindo que a mesma cicatrize, quem não se disponibiliza de maneira subserviente e em tempo integral ao ponto de ser desvalorizado ou descartável, quem não aceita menos do que merece: coisas pela metade. 

Investe no sossego do próprio coração quem sofre, grita, chora, mas cresce! Quem não se repete, quem se surpreende consigo mesmo, quem trabalha o desapego, quem se abre para as coisas que possuem mais calor e sensibilidade. 

Investir no sossego do próprio coração é coisa que não vem com a idade, mas com a ideia de que se pode vivenciar um momento de paz e repouso, é desocupar o peito para abrir espaço para o novo, é entregar-se ao desconhecido com inocência e totalidade, é não ter medo de pronunciar verdades, é ser honesto consigo, com o outro.


É proporcionar-se bons momentos divorciando-se de tantos lamentos. 

Investe no sossego do próprio coração quem não se contenta com pouco.


(Deconheço a autoria)

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Todo dia é menos um dia...



Todo dia é menos um dia;
menos um dia para ser feliz;
é menos um dia para dar e receber;
é menos um dia para amar e ser amado;
é menos um dia para ouvir e, principalmente, calar!

Sim, porque calando nem sempre quer dizer
que concordamos com o que ouvimos ou lemos,
mas estamos dando a outrem a chance de pensar,
refletir, saber o que falou ou escreveu.

Saber ouvir é um raro dom, reconheçamos.
Mas saber calar, mais raro ainda.
E como humanos estamos sujeitos a errar.
E nosso erro mais primário, é não saber:
Ouvir e calar!

Todo dia é menos um dia para dar um sorriso.
Muitas vezes alguém precisa, apenas de um sorriso
para sentir um pouco de felicidade!

Todo dia é menos um dia para dizer:
- Desculpe, eu errei!
Para dizer:
- Perdoe-me por favor, fui injusto!

Todo dia é menos um dia;
Para voltarmos sobre os nossos passos.
De repente descobrimos que estamos muito longe
E já não há mais como encontrar
onde pisamos quando íamos.
Já não conseguiremos distinguir nossos passos
de tantos outros que vieram depois dos nossos.

E se esse dia chega, por mais que voltemos;
estaremos seguindo um caminho, que jamais
nos trará ao ponto de partida.

Por isso use cada dia com sabedoria.
Ouça e cale se não se sentir bem;
Leia e deixe de lado, outra hora você vai conseguir
interpretar melhor e saber o que quis ser dito.

(Texto de Carlos Drummond de Andrade)