segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Silêncio da Alma



Lembre-se: os silêncios mantêm os segredos, portanto, o som mais doce é o som do silêncio. Essa é a canção da alma. 

Alguns escutam o silêncio na oração, outros cantam a canção em seu trabalho, alguns procuram os segredos na contemplação tranquila.

Quando se alcança a maestria, os sons do mundo se apagam, as distracções se aquietam.

Toda a vida se transforma em meditação. Tudo na vida é uma meditação na qual se pode contemplar o Divino e vivendo dessa forma, aprendemos que tudo na vida é bênção.

Já não há luta, nem dor, nem preocupação. Só há experiência.

Respira em cada flor, voa com cada pássaro, encontra beleza e sabedoria em tudo, já que a sabedoria está em todos os lugares onde se forma a beleza. E a beleza se forma em todas as partes, não há que procurá-la, porque ela virá a ti.

Quando ages nesse estado, transformas tudo o que fazes numa meditação e assim, num dom, num oferecimento de ti para tua alma e de tua alma para o Todo.

Ao lavar os pratos desfruta do calor da água que acaricia tuas mãos. 

Ao preparar a ceia sinta o amor do universo que te trouxe esse alimento e, como um presente teu ao preparar essa comida, derrama nela todo o amor de teu ser.

Ao respirar, respira longa e profundamente, respira lenta e suavemente, respira a suave e doce simplicidade da vida, tão plena de energia, tão plena de amor.

É amor de Deus o que estás respirando. Respira profundamente e poderás senti-lo. Respira muito, muito profundamente e o amor te fará chorar de alegria. 

Porque conheceste teu Deus e teu Deus te presenteou com tua alma.

Faz da tua vida e de todos os acontecimentos uma meditação.

Caminha na vigília, não adormecido. 

Move-te com a perfeição, não sem ela e não te detenhas na dúvida nem no temor, tampouco na culpa ou na auto-recriminação. 

Vive no esplendor permanente, com a certeza de que és muito amado.

Sempre és Um com Deus. Sempre és bem-vindo à casa porque teu lar é Meu coração e o Meu é o teu.

Somos tudo o que é, tudo o que foi e tudo o que será. 


(Texto de Neale Donald Walsch)

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