domingo, 28 de agosto de 2011

Até breve...


Este blog estará temporariamente fora do ar. Espero que por muito pouco tempo, mas preciso organizar o furacão de coisas em minha volta e não tenho tido tempo de escrever e nem mesmo de procurar textos por aí.

Tenho lido muitos textos, muitos outros, mas que não condizem com o perfil deste aqui.

Portanto, meus amores, assim que as águas ficarem mais calmas, eu volto.

Sentirei muitas saudades!!!

Beijos...

sábado, 27 de agosto de 2011

Oração de São Francisco de Assis


Senhor,
Fazei de mim um instrumento de vossa Paz.
Onde houver Ódio, que eu leve o Amor;
Onde houver Ofensa, que eu leve o Perdão;
Onde houver Discórdia, que eu leve a União;
Onde houver Dúvida, que eu leve a Fé;
Onde houver Erro, que eu leve a Verdade;
Onde houver Desespero, que eu leve a Esperança;
Onde houver Tristeza, que eu leve a Alegria;
Onde houver Trevas, que eu leve a Luz!

Ó Mestre,
Fazei que eu procure mais...
Consolar, que ser consolado;
Compreender, que ser compreendido;
Amar, que ser amado...
Pois é dando, que se recebe.
É perdoando, que se é perdoado
E é morrendo, que se vive para a vida eterna!

Amém

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

As quatro leis da espiritualidade


Na Índia, são ensinadas as "Quatro Leis de Espiritualidade"
A primeira diz: “A pessoa que vem é a pessoa certa".
Ninguém entra em nossas vidas por acaso. Todas as pessoas ao nosso redor, interagindo com a gente, têm algo para nos fazer aprender e avançar em cada situação.

A segunda lei diz: “Aconteceu a única coisa que poderia ter acontecido“.
Nada, absolutamente nada do que acontece em nossas vidas poderia ter sido de outra forma. Mesmo o menor detalhe. Não há nenhum “se eu tivesse feito tal coisa…” ou “aconteceu que um outro…”. Não. O que aconteceu foi tudo o que poderia ter acontecido, e foi para aprendermos a lição e seguirmos em frente. Todas e cada uma das situações que acontecem em nossas vidas são perfeitas.

A terceira diz: “Toda vez que você iniciar é o momento certo“.
Tudo começa na hora certa, nem antes nem depois. Quando estamos prontos para iniciar algo novo em nossas vidas, é que as coisas acontecem.

E a quarta e última afirma: “Quando algo termina, ele termina“.
Simplesmente assim. Se algo acabou em nossas vidas é para a nossa evolução. Por isso, é melhor sair, ir em frente e se enriquecer com a experiência. Não é por acaso que estamos lendo este texto agora. Se ele vem à nossa vida hoje, é porque estamos preparados para entender que nenhum floco de neve cai no lugar errado.

(Desconheço a autoria)

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Acredite no amor


Às vezes as pessoas que amamos nos magoam e nada podemos fazer, senão continuar nossa jornada com nosso coração machucado.

Às vezes nos falta esperança.

Às vezes o amor nos machuca profundamente e vamos nos recuperando muito lentamente dessa ferida tão dolorosa.

Às vezes perdemos nossa fé.

Então descobrimos que precisamos acreditar, tanto quanto precisamos respirar... é nossa razão de existir. 


Às vezes estamos sem rumo, mas alguém entra em nossa vida, e se torna o nosso destino.

Às vezes estamos no meio de centenas de pessoas, e a solidão aperta nosso coração pela falta de uma única pessoa.

Às vezes a dor nos faz chorar, nos faz sofrer, nos faz querer parar de viver, até que algo toque nosso coração, algo simples como a beleza de um pôr do sol, a magnitude de uma noite estrelada, a simplicidade de uma brisa batendo em nosso rosto.

É a força da natureza nos chamando para a vida.

Você descobre que as pessoas que pareciam ser sinceras e receberam sua confiança, te traíram sem qualquer piedade.

Você entende que o que para você era amizade, para outros era apenas conveniência, oportunismo.

Você descobre que algumas pessoas nunca disseram "eu te amo" e por isso nunca fizeram amor, apenas transaram.

Descobre também que outras disseram "eu te amo" uma única vez. E agora temem dizer novamente, e com razão. Mas se o seu sentimento for sincero poderá ajudá-las a reconstruir um coração quebrado.

Assim, ao conhecer alguém, preste atenção no caminho que essa pessoa percorreu. São fatores importantes: a relação com a família, as condições econômicas nas quais se desenvolveu (dificuldades extremas ou facilidades excessivas formam um caráter), os relacionamentos anteriores e as razões do rompimento, seus sonhos, ideais e objetivos.

Não deixe de acreditar no amor. Mas certifique-se de estar entregando seu coração para alguém que dê valor aos mesmos sentimentos que você dá.

Manifeste suas idéias e planos, para saber se vocês combinam. E certifique-se de que quando estão juntos, aquele abraço vale mais que qualquer palavra.

Esteja aberto a algumas alterações, mas jamais abra mão de tudo, pois se essa pessoate deixar, então nada irá lhe restar.

Tenha sempre em mente que às vezes tentar salvar um relacionamento, manter um grande amor, pode ter um preço muito alto se esse sentimento não for recíproco.

Pois em algum outro momento essa pessoa irá te deixar e seu sofrimento será ainda mais intenso, do que teria sido no passado.

Pode ser difícil fazer algumas escolhas, mas muitas vezes isso é necessário.

Existe uma diferença muito grande entre conhecer o caminho e percorrê-lo.

A tristeza pode ser intensa, mas jamais será eterna.

A felicidade pode demorar a chegar, mas o importante é que ela venha para ficar e não esteja apenas de passagem...


(Texto de François de Bitencourt)

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Autopiedade


Ela poderia ter passado o resto da vida exatamente ali, esparramada na autopiedade. Lustrando as lembranças difíceis com zelo de quem guarda relíquias. Fazendo contas para medir o amor que ofereceu e o amor recebido. Atualizando todo dia a estatística das perdas e insucessos vividos. Esmiuçando, incansável, a história de cada traição sofrida. Envenenando-se com a substância tóxica da culpa. Morrendo de fome, com recursos para banquete, o medo desmatando lentamente territórios arborizados da alma, secando rios de delícias, amordaçando passarinhos, desmentindo flores.

Ela poderia ter passado o resto da vida exatamente ali, esparramada na autopiedade. Onde não corria vento, onde não batia sol, onde toda muda de alegria morria desidratada, onde só brotava pé de mágoa. Poderia, não porque ali fosse lugar aprazível, mas porque ali lhe parecia seguro. As insatisfações organizadamente acomodadas, os culpados escolhidos, as desculpas em dia, a escuta blindada para não ver o quanto o cansaço de toda aquela insipidez embotava o viço dos passos. Desmanchava estrelas. Esgarçava devagarinho o frágil tecido da paz. Ali, era mais fácil não arriscar movimento. Ali, era mais fácil esquecer que podia fazer escolhas. Ali, era mais fácil esquecer-se.

Mas a alma, sábia e habilidosa bordadeira de pretextos, quando encontrou brecha, arrumou um jeito de alumiar aquele lugar. Foi então que ela conseguiu enxergar exatamente onde estava com nitidez reveladora e também desconcertante. Fazia tempo, desconhecia o paradeiro do brilho dos seus olhos sem ter feito nenhum movimento para trazê-lo de volta. Estava profundamente infeliz e agiu durante temporadas como se isso não lhe dissesse respeito. Não fazia ideia da vez mais recente em que experimentara satisfação autêntica e até aquele momento sequer havia notado. Deu tanto poder aos outros para interferirem na sua alegria que esvaziara o próprio até a exaustão. Afastou-se tanto do coração e do seu desejo que encolhera-se, inerte, diante de cada golpe sofrido sem contar com a própria proteção. Esforçou-se de tal forma para se tornar interessante para o outro, que perdera o interesse por si mesma. Os sucessivos desapontamentos tentaram lhe dizer que não era merecedora de coisas que faziam toda diferença, e ela acreditou.

Na clareza que liberta, ao lembrar ser capaz de fazer escolhas pela própria vida, escolheu sair daquele lugar, passo a passo, gentileza a gentileza, no tempo que fosse necessário. Agora, poderia contar de novo consigo mesma. Renovar, gesto a gesto, o compromisso com o próprio coração. Sentir-se responsável pela própria felicidade com a confiança de quem recorda o que realmente mais lhe importa. E com uma vontade toda nova de, primeiro, desfrutar a dádiva da própria lindeza e do próprio amor.

(Texto de Ana Jácomo)

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Ninguém é...


Ninguém é tão pequeno 
Que não tenha nada para dar


E nem tão poderoso 
Que não tenha nada a receber 

Ninguém é tão fraco 
Que nunca tenha vencido 

Ninguém é tão forte 
Que nunca tenha chorado 

Ninguém é tão alto suficiente 
Para nunca ser ajudado 

Ninguém é tão inválido 
Que nunca tenha contribuído 

Ninguém é tão sábio
Que nunca tenha errado 

Ninguém é tão corajoso 
Que nunca teve medo 

Ninguém é tão medroso 
Que nunca teve coragem 

Ninguém é tão alguém 
Que nunca precisou de ninguém!


(Desconheço autoria)

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Desejo que em sua vida...


Não exista cara feia,
Não exista bolso furado,
Não exista vida apressada,
Muito menos grãos de areia.

Não exista tempo fechado,
Não exista problema dobrado,
Não exista sonho frustrado,
Muito menos amor acabado.

Não exista amigo esquecido,
Não exista negócio falido,
Não exista boato mexido,
Muito menos dinheiro sumido.

Não exista tempo nublado,
Não exista ambiente abafado,
Não exista corpo dobrado,
Muito menos bom senso abalado.

Não exista mágoa engolida,
Não exista emoção reprimida,
Não exista alma sofrida,
Muito menos felicidade perdida.

Só desejo que você seja feliz!


(Desconheço a autoria)

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Anjos da vida


Contam os anjos que às vezes me inspiram que um pouquinho antes de materializar o seu plano de criação da vida humana e se derramar no coração de todas as coisas da Terra, o Senhor Deus Todo Poderoso resolveu repassá-lo, ponto a ponto, pela última vez. E, ao terminar o trabalho, sentiu, bastante surpreso, que ainda parecia estar faltando um detalhe sem nome nem rosto em sua grandiosa obra. Algo que não havia sido contemplado por nenhum dos incontáveis milagres com os quais dotaria o homem e o ambiente que preparava para acolhê-lo e supri-lo em sua jornada evolutiva.

Como um poeta que ao findar um poema é tocado pela vibração de uma palavra que não foi dita sem conseguir visualizar-lhe as feições, o Senhor Deus intuiu a ausência de uma dádiva no buquê de luzes que ofertaria ao homem para perfumar sua caminhada heróica, que trilharia até tornar-se um mestre das coisas que não passam e reunir-se a Ele numa só consciência criadora.

O Senhor Deus não sabia que doçura era aquela que reclamava sua amorosa atenção, mas pressentia que se tratava de algo imprescindível. De alguma graça que deixaria uma lacuna em branco em cada história humana, caso não existisse. De mais um dos presentes que bordaria em cada vida com os fios da delicadeza que utilizaria em tudo o que planejava ser forte. Mas o que poderia ser, Ele se perguntava, além das outras tantas ternuras que já havia previsto bordar?

E o Senhor Deus pensou, pensou, pensou. Relembrou cada detalhe, cada etapa, cada riqueza, pacientemente, com todo o zelo de seu coração criador. Reuniu-se com os mestres que o assessoravam no Plano. Trocou idéias. Ouviu, atento, as sugestões e observações que surgiram. Mas nada do que pensava e ouvia atendia à sua expectativa e se aproximava da resposta que buscava desde que aquela intuição lhe visitara. Que traço, afinal, poderia ainda criar para compor o conjunto das bênçãos que desenharia na Terra? Que beleza era aquela que murmurava em seu ouvido sem revelar-lhe o rosto?

Contam que, como era costumeiro, numa certa manhã o Senhor Deus Todo Poderoso estava distraído no jardim de sua casa, cuidando amorosamente de suas plantas, quando um anjo banhado de luz azul aproximou-se Dele para transmitir uma mensagem de um de seus arcanjos, Miguel. E que foi no exato instante em que olhou para aquele anjo que o Senhor Deus descobriu o que ainda faltava em seu plano: anjos que o homem pudesse ver, exatamente como Ele podia ver aquele.

O plano do Senhor Deus previa que seria escolhido para cada pessoa, a partir do momento alquímico de sua concepção, um anjo que iria acompanhá-la em toda a sua trajetória humana, até que devolvesse à Terra a roupa de carne que lhe havia sido emprestada. E, embora se tratasse de um leal companheiro, que iria fortalecê-la, protegê-la e inspirar-lhe, e lhe fosse possível falar com ele e ouvi-lo, em seu coração, o ser humano não poderia vê-lo, a não ser que em algum instante experimentasse um amor tão intenso que conseguisse penetrar na frequência luminosa onde os anjos moram.

Para o homem, pensava o Senhor Deus, por mais grandiosa que fosse, aquela dádiva não bastaria. Ele sabia que o ser humano teria dificuldade para lidar com as coisas que chamaria de invisíveis. Que se atrapalharia com tudo o que não pudesse ser tocado com algum dos cinco sentidos que, equivocadamente, acreditaria serem os únicos que possuía.

O homem precisaria também de anjos que fossem visíveis. Feitos da mesma matéria que ele. Com os quais pudesse brincar com os brinquedos humanos. Crescer junto, aprendendo, ensinando, trocando. Que os olhassem nos olhos e o encorajassem ao próximo passo às vezes sem uma única palavra. Com os quais pudesse compartilhar os sabores, os sons, as visões, as falas e as texturas das coisas da Terra e sonhar com as coisas do céu. Que estivessem ao seu lado nos dias de sol e também lhe estendessem a mão para atravessar com ele o tempo em que as noites se fariam tão escuras que ele começaria a duvidar do amanhecer.

Sim, continuava a pensar o Senhor Deus, o homem precisaria de anjos visíveis que tivessem em sua vida a mesma bela tarefa do anjo que não podia ver. Anjos que permanecessem em seu caminho quando tudo parecesse ter ido embora. Que acreditassem nele até quando ele próprio se esquecesse quem era. Que quando o cansaço lhe visitasse e os apelos da sombra o convidassem a desistir soubessem como fazer para que lembrasse da própria coragem. Que emanassem para ele um bem-querer tão puro que fosse capaz de perfumar até o que ainda lhe doesse. Com os quais pudesse rir e chorar, e, sobretudo, ter a liberdade de ser.

O homem precisaria, sim, de anjos visíveis com sangue nas veias. Que tivessem dor de barriga, mau humor, contas pra pagar, unha encravada, medo, dente de siso para extrair, angústia, raiva, baixo astral, e toda uma séria de chatices humanas que os anjos invisíveis respeitam, mas não experimentam. Com os quais pudesse jogar conversa fora. Torcer por um time. Cantar desafinado. Caminhar na praia. Trocar um abraço. Empanturrar-se de risada e bobó de camarão num domingo grande. Que espelhassem para ele sua porção humana e sua porção divina e lhes fizessem parceria no contínuo exercício de integrá-las durante a viagem. Que pudessem servir de canais para os toques, os puxões de orelha e os carinhos do seu próprio anjo guardião, que, sem fazer ruído algum, trabalharia em sintonia com eles o tempo todo.

E depois de dividir com aquele anjo inspirador as feições de sua descoberta, contam que o Senhor Deus Todo Poderoso lhe perguntou o seu nome, pois seria com ele que, em gratidão, chamaria o anjo visível que cada pessoa encontraria na Terra.

E o anjo que inspirou o Senhor Deus, maravilhado com sua bondade, revelou-lhe o seu nome:

"Amigo".

(Texto de Ana Jácomo)

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Quero...


Não quero viver como uma planta que engasga e não diz a sua flor. Como um pássaro que mantém os pés atados a um visgo imaginário. Como um texto que tece centenas de parágrafos sem dar o recado pretendido. Que eu saiba fazer os meus sonhos frutificarem a sua música. Que eu não me especialize em desculpas que me desviem dos meus prazeres. Que eu consiga derreter as grades de cera que me afastam da minha vontade. Que a cada manhã, ao acordar, eu desperte um pouco mais para o que verdadeiramente me interessa.

Não quero olhar para trás, lá na frente, e descobrir quilômetros de terreno baldio que eu não soube cultivar. Calhamaços de páginas em branco à espera de uma história que se parecesse comigo. Não quero perceber que, embora desejasse grande, amei pequeno. Que deixei escapulir as oportunidades capazes de bordar mais alegrias na minha vida. Que me atolei na areia movediça do tédio. Que a quantidade de energia desperdiçada com tantas tolices poderia ter sido útil para levar luz a algumas sombras, a começar pelas minhas.

Que eu saiba as minhas asas, ainda que com medo. Que, ainda que com medo, eu avance. Que eu não me encabule jamais por sentir ternura. Que eu me enamore com a pureza das almas que vivem cada encontro com os tons mais contentes da sua caixa de lápis de cor. Que o Deus que brinca em mim convide para brincar o Deus que mora nas pessoas. Que eu tenha delicadeza para acolher aqueles que entrarem na roda e sabedoria para abençoar aqueles que dela se retirarem.

Que, durante a viagem, eu possa saborear paisagens já contempladas com olhos admirados de quem se encanta pela primeira vez. Que, diante de cada beleza, o meu olhar inaugure detalhes, ângulos, leituras, que passaram despercebidos no olhar anterior. Que eu me conceda a bênção de ter olhos que não se fechem ao espetáculo precioso da natureza, há milênios em cartaz, com ou sem plateia. Quero aprender a ser cada vez mais maleável comigo e com os outros. Desapertar a rigidez. Rir mais vezes a partir do coração.

Quero ter cuidado para não soltar a minha mão da mão da generosidade, durante o percurso. E, quando soltá-la, pelas distrações causadas pelo egoísmo, quero ter a atenção para sincronizar o meu passo com o dela de novo. Quero ser respeitosa com as limitações alheias e me recordar mais vezes o quanto é trabalhoso amadurecer. Quero aprender a converter toda a energia disponível às mudanças que me são necessárias, em vez de empregá-la no julgamento das outras pessoas.

Que as dificuldades que eu experimentar ao longo da jornada não me roubem a capacidade de encanto. A coragem para me aproximar, um pouquinho mais a cada dia, da realização de cada sonho que me move. A ideia de que a minha vida possa somar no mundo, de alguma forma. A intenção de não morrer como uma planta que engasgou e não disse a sua flor.

(Texto de Ana Jácomo)

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O que prevalece agora


O que prevalece agora é essa maneira nova de sentir a vida. Essa perspectiva que me faz admirar, incansáveis vezes, antigas preciosidades. Essa vontade de bendizer tantas maravilhas. Esse sentimento de gratidão pelas coisas mais simples que existem. Esse canal que escolho assistir com mais frequência. Esse jeito mais amigo de ouvir meu coração.

O que prevalece agora é essa apreciação mais desperta, que me permite reinaugurar flores e céus e pessoas no meu olhar. Essa graça que encontro, de graça, nos detalhes mais singelos. Essa vontade de contribuir. Esse desejo de brincar de roda.

O que prevalece, agora, é a confortável suposição de que, por trás de tantas e habituais nuvens, esse contentamento faz parte da nossa natureza perene.

Os problemas, os desafios, as limitações, não deixaram de existir. Deixaram apenas de ocupar o espaço todo.

(Texto de Ana Jácomo)

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Sobre amor, rosas e espinhos


Amor, que é amor, dura a vida inteira. Se não durou é porque nunca foi amor. 

O amor resiste à distância, ao silêncio das separações e até às traições.

Sem perdão não há amor.  Diga-me quem você mais perdoou na vida, e eu então saberei dizer quem você mais amou. 


O amor é equação onde prevalece a multiplicação do perdão. Você o percebe no momento em que o outro fez tudo errado, e mesmo assim você olha nos olhos dele e diz: "Mesmo fazendo tudo errado, eu não sei viver sem você. Eu não posso ser nem a metade do que sou se você não estiver por perto". 


O amor nos possibilita enxergar lugares do nosso coração, os quais sozinhos jamais poderíamos enxergar. 


O poeta soube traduzir bem quando disse: "Se eu não te amasse tanto assim, talvez perdesse os sonhos dentro de mim e vivesse na escuridão. Se eu não te amasse tanto assim talvez não visse flores por onde eu vi, dentro do meu coração!" 


Bonito isso!... Enxergar sonhos que antes eu não saberia ver sozinho. Enxergar só porque o outro me emprestou os olhos, socorreu-me em minha cegueira. Eu possuía e não sabia. O outro me apontou, me deu a chave, me entregou a senha.


Coisas que Jesus fazia o tempo todo. Apontava jardins secretos em aparentes desertos. Na aridez do coração de Madalena, Jesus encontrou orquídeas preciosas. Fez vê-las e chamou a atenção para a necessidade de cultivá-las. 


Fico pensando que evangelizar talvez seja isso: descobrir jardins em lugares que consideramos impróprios. Os jardineiros sabem disso. Amam as flores e por isso cuidam de cada detalhe, porque sabem que não há amor fora da experiência do cuidado. A cada dia, o jardineiro perdoa as suas roseiras. Sabe identificar que a ausência de flores não significa a morte absoluta, mas o repouso do preparo. Quem não souber viver o silêncio da preparação não terá o que florir depois... 


Precisamos aprender isso. Olhar para aquele que nos magoou e descobrir que as roseiras não dão flores fora do tempo nem tampouco fora do cultivo. 


Se não há flores, talvez seja porque ainda não tenha chegado a hora de florir. Cada roseira tem seu estatuto, suas regras... Se não há flores, talvez seja porque até então ninguém tenha dado a atenção necessária para o cultivo daquela roseira. 


A vida requer cuidado. Os amores também. Flores e espinhos são belezas que se dão juntas. Não queira uma só. Elas não sabem viver sozinhas... Quem quiser levar a rosa para sua vida, terá de saber que com ela vão inúmeros espinhos. Mas não se preocupe. A beleza da rosa vale o incômodo dos espinhos... ou não. 

(Texto de Padre Fábio de Melo) 

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Só pra esclarecer...


Meus queridos amigos, seguidores do blog ou não, mas que me lêem agora...

Quero, nesta publicação, fazer alguns esclarecimentos. Vocês já devem ter notado a pouca frequência dos textos escritos por mim neste espaço, mas é por pura falta de tempo de escrever. Pra confessar, tenho escrito em qualquer pedaço de papel, a qualquer tempo, em qualquer lugar. Mas nunca consigo passar a limpo e quando leio... acho idiota, bobo, brega, sem noção... e acabo desistindo de publicar.

Assuntos não têm faltado e vou dividir com vocês um pouco dos "porquês" da minha ausência aqui. Como disse no meu último texto, estou numa nova fase. Não vou negar que tem sido um turbilhão de coisas, mas são coisas novas, promissoras e estou adorando demais tudo isso.

Meu nome é Atividade e sobrenome Movimento. Então, estou no céu com a bunda de fora. E, pasmem, totalmente organizada com tudo. Estou conseguindo conciliar família, trabalhos (o que estou saindo ainda e o que estou entrando), faculdade e amigos. Delícia de vida!!!

Tanta coisa nova, tanta gente boa chegando, tantos assuntos novos surgindo, tantos aprendizados e, em consequência deles, também os questionamentos. Então, se eu começar a escrever coisas sem nexo, sinal que tudo está caminhando como o esperado. Risos. É que entrei agora na área que sou mais apaixonada, por toda a minha vida: o comportamento humano. Portanto, se eu começar a escrever coisas da área de Psicologia, mesmo que não estejam corretas, apenas os meus "achismos", vão perdoando. Afinal, meu professor que tem graduação, pós graduação, mestrado, doutorado e um poço de orgulho de tudo isso disse que internet é lugar onde "nada é sério". Se não é sério, eu vou escrever umas potocas por aqui também, né? Por que não?

Ah! E tem mais! Além desse blog também estou alimentando outro que criei em parceria com um amigo de longa data. Na verdade, ele criou a história e eu escrevo. Entra lá! http://dinaves.blogspot.com e chama-se Cavalo de Ferro. É sobre uma viagem de moto que um amigo de infância está fazendo pelo mundo pela segunda vez. Ele quer que eu escreva o livro dele. Pensa?! Taiza Renata, a escritora.

Porém, apesar de todo o contexto desse momento da minha vida, quero dizer que vou continuar deixando textos bons, de outros autores, que tudo tem a ver com o meu modo de pensar, para que continuem sentindo um pouco de mim nessas palavras, mesmo não sendo eu, propriamente dita.

Portanto se, algum dia, eu não conseguir ter tempo de dar um clique e blogar algo novo, me desculpem. Não será porque eu não quis, mas porque não consegui mesmo. Serão acúmulos de fatos, desenrolados em um curtíssimo espaço de tempo de uma pessoa que não se cansa de arrumar coisas pra fazer. E pior!!! Tem a audácia de fazer bem feito, modéstia à parte.

Então, meus queridos, amores da minha vida, pequenas partes de mim, é isso por hoje. Um beijo bem grandão no seu coração.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Chega de sofrer



Tô cansada de ver as pessoas sofrendo por amor...

Que eu saiba, ninguém aqui nasceu grudado. Todos nós temos o poder de seguir em frente. Só basta querer. 

Mas não.. É mais fácil insistir num erro do que viver a vida, né? É mais fácil jogar a culpa em alguém que já se foi, do que levantar a cabeça, né? Deve ser mesmo. 

Deve ser bem mais fácil ficar chorando pelos cantos, revirando memórias, do que encher a cara e fazer novos amigos, né? 

NÃO! Ter amor próprio, lembrar quem nós éramos, e nos tranformarmos em quem queremos ser, isso sim é o mais fácil. Só não vê quem não quer, quem tá parado na vida, sofrendo dores antigas. 

Chega gente! Se nasceu, um dia tem que morrer. Tá na hora de continuar. Se tudo que é bom acaba, é pra algo melhor vir. 

Tá na hora de desistir. Desistir de alguém, persistir em você! Só porque um garoto foi babaca, não significa que um homem também vai ser. 

Bora, enxuga essas lágrimas, levanta essa cabeça, troca essa roupa, veste seu melhor sorriso! 

E vamo nessa... A vida é mais do que um pouco de decepção. 

Bora, vamo nessa... Cair sete vezes, levantar oito! 


(Texto de Júlia Lima)

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Silêncio da Alma



Lembre-se: os silêncios mantêm os segredos, portanto, o som mais doce é o som do silêncio. Essa é a canção da alma. 

Alguns escutam o silêncio na oração, outros cantam a canção em seu trabalho, alguns procuram os segredos na contemplação tranquila.

Quando se alcança a maestria, os sons do mundo se apagam, as distracções se aquietam.

Toda a vida se transforma em meditação. Tudo na vida é uma meditação na qual se pode contemplar o Divino e vivendo dessa forma, aprendemos que tudo na vida é bênção.

Já não há luta, nem dor, nem preocupação. Só há experiência.

Respira em cada flor, voa com cada pássaro, encontra beleza e sabedoria em tudo, já que a sabedoria está em todos os lugares onde se forma a beleza. E a beleza se forma em todas as partes, não há que procurá-la, porque ela virá a ti.

Quando ages nesse estado, transformas tudo o que fazes numa meditação e assim, num dom, num oferecimento de ti para tua alma e de tua alma para o Todo.

Ao lavar os pratos desfruta do calor da água que acaricia tuas mãos. 

Ao preparar a ceia sinta o amor do universo que te trouxe esse alimento e, como um presente teu ao preparar essa comida, derrama nela todo o amor de teu ser.

Ao respirar, respira longa e profundamente, respira lenta e suavemente, respira a suave e doce simplicidade da vida, tão plena de energia, tão plena de amor.

É amor de Deus o que estás respirando. Respira profundamente e poderás senti-lo. Respira muito, muito profundamente e o amor te fará chorar de alegria. 

Porque conheceste teu Deus e teu Deus te presenteou com tua alma.

Faz da tua vida e de todos os acontecimentos uma meditação.

Caminha na vigília, não adormecido. 

Move-te com a perfeição, não sem ela e não te detenhas na dúvida nem no temor, tampouco na culpa ou na auto-recriminação. 

Vive no esplendor permanente, com a certeza de que és muito amado.

Sempre és Um com Deus. Sempre és bem-vindo à casa porque teu lar é Meu coração e o Meu é o teu.

Somos tudo o que é, tudo o que foi e tudo o que será. 


(Texto de Neale Donald Walsch)