sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

E assim deve ser a vida...


Não me digam chorando e gemendo,
A vida é apenas um sonho vão!
Porque está morta a alma que dorme,
E as coisas parecem, mas não são.

...A vida é real! A vida é fervor!
E a sepultura não é sua meta;
Pó tu és, ao pó tornarás,
Mas isto não foi dito no tocante a alma.
Nem felicidade nem tristeza,
É a finalidade de nosso caminho ou destino;
Senão o ato de que cada amanhã
Havemos de nos encontrar mais adiante do que hoje.

A arte é extensa, o tempo transitório
E nossos corações ainda que fortes e valentes,
Ainda assim, como enlutados tambores, batem
Marchas fúnebres ao sepulcro.
No largo campo de batalha deste mundo
No bivaque da vida,
Não seja como animal separado do rebanho!
Seja um herói na luta!

Não confie no futuro ainda que pareça prazeroso!
Deixe o extinto passado enterrar seus mortos!
Atue, atue no vivente presente!
Coração dentro e Deus muito acima!

As vidas de grandes homens nos recordam!
Que podemos fazer com que as nossas sejam sublimes,
E ao partir deixar para trás de nós,
Rastros na areia do tempo,
Rastros que talvez algum outro,
Navegando sobre a séria importância da vida,
Algum esquecido e naufrago irmão,
Vendo-as tome ânimo novamente.
Permitamos então de pé ir adiante,
Com um coração para qualquer destino,
Firmes no prosseguir, avançando para alcançar,
Aprendendo a labutar... e esperar."

(Texto de Henry Wadsworth Longfellow)

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