quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Todo aquele amor que eu tinha



E se um dia você me perguntar,
onde esta todo aquele amor que eu tinha?
Possivelmente deverei responder, não sei!!...
Não sei, mas imagino que tenha ficado, em alguns pedaços,
consumidos nas noites intermináveis de solidão e saudade...
em uma dor, que somente nos dois conhecemos...
eu antes e você agora...


Talvez, todo aquele amor que eu tinha,
Tenha sido dividido e espalhado em partes,
Quando quebrado (foi) o meu coração... (one more brocken hart).
pode ser também, que tenha ficado,
nos tristes momentos de cansada busca, para tentar em vão,
entender, o por que de tudo isso???


É como se cada fisgada daquela dor,
levasse um pouco do meu peito e da minha alma,
destruindo sempre e cada vez mais,
todo aquele amor que eu tinha...
Talvez tenha sido dividido, cortado,
Esquartejado e em praça publica exposto, sem piedade...
E no meio da multidão, sangrado a minha dor...
por todo aquele amor que eu tinha,
Não por ter sido desprezado,
Mas apenas, não correspondido...


Agora! Uma certeza tenho,
que cada pedaço, uma grande parte,
E um pouco mais, ainda,
de todo aquele amor que eu tinha,
Foram consumidos nas horas de negra solidão,
em que sonhei e desejei sozinho, em nossa cama,
aquela somente nossa, emoção e fantasia,
que no momento me eram negados...


hoje talvez, não exista mais,
todo aquele amor que eu tinha,
mas ainda existe em cada sorriso seu,
em cada brilho furtivo, que ainda recebo de seus olhos,
a maravilhosa certeza que existiu e ainda existe sim,
UMA ÚNICA MULHER,
que me faz sempre querer lhe dar,
Todo esse amor que EU TENHO...



Diomar Naves
(Palmas 30 de dezembro de 2010).


Era uma vez... um coração.

Aparentemente era como os outros: vermelho, no mesmo formato, parecia bater as mesmas compassadas dos outros corações. Na verdade, esse coração não se inundava em sangue, muito menos se atentava às suas batidas. Ele se inundava em sentimentos nobres e borbulhantes, e o que mudava seu compasso eram as emoções desregradas que vivia quando encontrava outro coração.

Era incansável em busca de um grande amor, de uma mulher que o completasse por inteiro, que pudesse fazê-lo sentir todo o amor que ele dedicou a tantos outros corações por toda a vida, em vão. Às vezes, sem a menor pretensão de nada, apenas pelo prazer de amar. Mas outras vezes amava com toda sua força, na esperança que aquele coração fosse a outra parte de seu próprio ser, e que seus compassos, embora batessem em ritmo diferente, quando juntos formavam uma harmonia musical inigualável.

Um dia, ele se cansou de tanto procurar. Olhou para si mesmo e questionou o porquê de tantas faltas, tantas ausências, tantas dores, tantos desencontros. O que fazer com tanto sentimento represado em si? Para que serve toda aquela essência tão especial? Perguntou-se até mesmo se ainda sabia o que é o amor ou se amar ainda valia à pena, já que todos os seus encontros terminavam em desamor.

Sentia-se machucado, esfolado por todos os lados, partido, totalmente desolado. A solidão lhe chicoteava por longas noites, doloridas madrugadas, enquanto a saudade chegava de mansinho e se instalava, ia tomando conta de todo o seu corpo, adentrando cada esperança e transformando tudo em desilusão. Nesse constante caminhar adiava sonhos, como se o sol pudesse adiar a manhã.

Mas algo dentro do peito, incansável, insistia na certeza que a vida só vale se for por amor, porque se não for assim, perde-se o sentido do bem viver. Ainda é cedo para tirar conclusões. Ainda é tempo de se dar uma nova chance. Deixar de lado a imaturidade de querer encontrar perfeitos corações ou transformar corações para que se encaixem na forma perfeita de amar, entendendo que o amor não é forma concreta, não é previsível. Apenas pode ser sonhado, sentido dentro de si como uma luz que brilha dentro de nós e que não há noite escura capaz de ocultar.

No fundo, esse coração sabe que todo aquele amor que tinha, ainda existe, branco, intenso e forte dentro dele, independente de todo e qualquer tempo ou contratempo. Ele reconhece que a espera terá sua recompensa, como a criança que debruça na janela para ver no céu o rastro dourado do trenó do Papai Noel e que, quando olha pro lado, como num passe de mágica, surpreende-se com os inúmeros presentes que estão ao pé da Árvore de Natal, bem a seu alcance, prontos a serem abertos.

Presentes que se revelam numa cumplicidade gostosa, num carinho mútuo, numa troca de olhares, em sorrisos (ora tímidos, ora escancarados), em momentos íntimos a dois, num gozo de prazer, no cuidado e respeito um com o outro, atitudes que só existem quando dois corações se amam verdadeiramente.

Esse coração sabe que o que é seu está guardado a sete chaves e lhe será dado no momento certo. Momento que cessará toda dor, toda solidão, toda desilusão, todo desamor e, dali em diante, ele descobrirá um amor ainda maior que aquele que ele reconhece existir. E aí, todas as peças irão se encaixar, todas as perguntas serão respondidas, todos os sonhos realizados e o amor que existe será imenso, pois como alguém já disse, o amor contraria todas as leis da Matemática, pois é a única coisa que, quando dividida, torna-se ainda maior.

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