quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Insight


Quando fiz o blog, sempre tinha algo pra publicar, até pelo sucesso que fez no início, afinal era grande o número de comentários recebidos no próprio blog ou por e-mail, telefone, assim como os seguidores iam aumentando a cada dia. Nada perto de uma escritora profissional, garanto, mas para uma aspirante como eu, já considero um sucesso.

No começo, apenas amigos me seguiam. Logo começaram a me seguir pessoas desconhecidas que também comentavam e acompanhavam. Alguns ainda comentam mesmo não sendo seguidores. Depois, como tudo na vida, as coisas caem no seu normal, encontram o equilíbrio e as freqüências foram diminuindo. Mesmo assim, sei que todos os dias algumas pessoas ainda entram, mesmo que não comentem. Ou pessoas que não entram todos os dias, mas que de quando em quando, volta no último texto que leu e vem lendo até o dia atual. Sei, porque deixam comentários nos textos antigos ou comentam comigo. Tenho um amigo que entra raramente, geralmente em dias que ele está muito baixo astral porque, segundo ele, eu sempre tenho uma palavra que se encaixa perfeitamente para o momento dele.

Por esse motivo, faço questão de publicar novos textos diariamente, de segunda a sexta, por consideração a essas pessoas que, mesmo sendo quando não tem nada pra fazer, entram pra ver um pouco da Taiza Renata. Muitos nem são meus (sempre coloco abaixo a autoria), mas pode ter certeza que são assuntos que vibram na mesma freqüência do momento da minha vida. Algumas entram também como forma de acompanhar minha vida, mas como a mesma é um livro aberto, não me importo.

Até gostaria de conhecer uma vida tão interessante como a minha. Quem tiver, por favor, comece a blogar. Sim, porque a minha é pra lá de interessante, já que as pessoas se preocupam tanto com ela. Se faço algo errado, é problema. Se não faço algo, o problema é maior ainda. Então, muitas vezes, “faço de conta” só para as pessoas terem assunto e, enquanto isso, visto a roupa da Capitu do livro Dom Casmurro, de Machado de Assis: “olhos de cigana, oblíquos e dissimulados”. Sem contar com o quanto me divirto com tantos julgamentos e sustos que me aparecem. Só quem me conhece muito bem sabe quando estou blefando ou não.

Mas, voltando ao assunto do Insight, no começo eu tinha assunto pra todos os dias, mas nem sempre tinha tempo. Então, pegava qualquer letra de música, pensava em alguém... qualquer coisa me servia de pretexto pra escrever, nem que fosse uma folhinha de árvore caindo e dançando ao vento. Escrevia vários textos e deixava como rascunho para depois publicar. Afinal, pode-se escrever sobre qualquer coisa, quando se gosta como eu. Seja sobre o amor, sobre a lua, quem sabe uma música, uma história, um filme... não importa. O mais importante é seguir escrevendo. O bem que me faz é enorme. E, segundo alguns, a eles também.

Porém existe esse tal de “insight” que, embora a tradução do inglês para o português seja algo como introspecção, nada mais é que um repente na mente, um flash de luz, na velocidade de um piscar de olhos ou um estalo de dedos, de uma questão que te vem fortemente. De fato, só acontece em momentos de reflexão, mas que vem e transbordam a alma, te instigando a colocar pra fora todos os pensamentos que te passam naquele momento. Sem dúvida, meus melhores textos são desses momentos.

Escrevo sobre qualquer coisa que me pedir, até mesmo o que não domino. Basta fazer uma breve pesquisa e te darei o que me pediu, como já fiz algumas vezes por pedidos de amigos. Portanto, meu forte é escrever sobre a vida, sobre o mais simples, o menos concreto, o mais mágico. É disso que eu gosto porque é o que dá sentido pra bem viver.

Por falta dele, do Insight (não vão se confundir agora), muitos textos estão por fazer, guardados em meus arquivos. Textos estes que abro e reabro milhões de vezes, pois considero o tema interessante, mas sem insight, não tem jeito, a coisa desanda. Não gosto do que escrevo e nunca consigo terminar.

Às vezes, tenho vontade de andar com um gravador pra ir gravando tudo que me passa na cabeça nessa hora, mas é que nem sempre estou sozinha. Quando tenho tempo, ótimo. Sento e escrevo. Mas quando não tenho, a sensação é que está tudo “desgringolado” dentro da minha cabeça e só vai se resolver quando eu puder “passar a limpo”.

Penso que é isso que me faz gostar tanto de escrever, porque temos a oportunidade de passar a limpo, pontuar, apagar e escrever de novo, delongar sobre algo... coisas simplistas que a vida muitas vezes não me permite.

Aliás, acabou de me passar pela cabeça uma pessoa que disse ter tido um insight pra debatermos sobre o tema, se não me engano na semana passada, mas não mandou. Não sei se foi falta de tempo, ou se o insight passou tão rápido que nem deixou pistas para ser escrito num outro momento. Saiba que continuo esperando, afinal, muitas cabeças pensam melhor que uma só. Se de meus insights saem algumas coisas interessantes, imaginem dois insights juntos!!! Perfeição na certa.

Hoje me deu esse insight de falar sobre isso, o tal “insight” que é o grande amigo e companheiro dos aspirantes a escritores. E pra você, que lê agora, meu desejo é que não perca esses momentos mágicos do dia, porque eles são preciosos e vêm sobrecarregados de questionamentos, os quais as respostas estão todas dentro de você. Tente, então, apenas dar a vazão necessária para que sua mente se aquiete novamente.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Num instante - Rafael Andrade


Quem ecreve precisa de tédio
Só assim alcança o entediado
Ainda que sob a forma de lampejos
Interesse pela vida
Exatamente como um peixe
Que até ser privado d´agua
Nada talvez inconsciente

Deseja a solidão
Pra degestar com voracidade
A almejada ou indesejável companhia

Se submete ao barulho
Pra se fazer escutar a voz dos pensamentos
E captar no vazio do silêncio
Uma peculiar melodia

E quando menos se espera
Como uma necessidade vital
Depende da tristeza
Pra que possa só assim
Descrever num breve instante
A tão fugaz alegria

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Bondade



“Ela pergunta a seu marido:
- Eu sou uma boa pessoa? Sem piadas. Sem retóricas.
Ele, com os braços envoltos em seu corpo, responde:
- Você é a melhor pessoa que eu conheço. Tudo o que você faz é pelos outros!
- E por que eu sou assim? – pergunta com ar de insatisfação.
- Isso, eu não faço idéia. Mas, com certeza, você tem uma satisfação doentia com isso.”

Comprei o filme “Um sonho possível” por acaso (se eu acreditasse no acaso). Ficou meses dentro do armário, esquecido. Nem tão esquecido assim. Passei a mão nele várias vezes de lá pra cá, mas sempre o guardava de volta. Nesse final de semana, resolvi assistir.

É um filme leve, mas que me fez chorar (como se isso fosse alguma novidade). Sandra Bullock, que ganhou o prêmio de melhor atriz no Globo de Ouro e no Oscar com esse papel, estava ainda mais fantástica. Foi exatamente a forma como ela agia que me chamou mais atenção nesse filme.

Ela é uma mulher de classe média alta, bonita, divertida, muito bem resolvida, hiperativa, desempenhando mil papéis ao mesmo tempo e com toda classe. Sempre muito bem arrumada, com um ar de respeito pela vida e pelas pessoas e, nem irritada, desce do salto.

O filme conta a história verídica do jogador de futebol americano Michael Oher. Um negro que foi tirado da mãe quando pequeno por ela ser dependente de álcool e drogas, mas que fugiu do orfanato do Estado e vivia pelas ruas. Até que essa família resolve acolhê-lo numa noite de frio e o leva pra casa.

É uma história meio maluca, completamente inadmissível para os tempos de hoje. Uma família americana branca oferecendo abrigo a um negro enorme, de onde não se sabe a origem, mesmo tendo um casal de filhos dentro de casa, uma mocinha e um menino por volta de seus 7 anos.

O filme mexeu muito comigo, em várias partes, porque eu tenho esse lado altruísta meio “irresponsável” de querer ajudar o outro, mesmo sem saber de onde vem, sem colocar na balança os perigos possíveis desse ato.

Por várias vezes me vi naquela mulher, a começar por quando eu tinha 10 anos de idade e fui visitar uma creche de deficientes com minha mãe e eu fui embora chorando muito porque fiz amizade com um menino negro e cego e queria que minha mãe o adotasse.

Esse texto acima retratou uma cena de começo de namoro com meu marido. Nem namorávamos ainda, estávamos nos conhecendo. Conversa vai, conversa vem, ele me perguntou o que eu queria fazer na vida. Respondi: “Tudo que eu quero é poder ajudar os outros”. Então me vi na pele da mulher do filme porque a minha vida só tem sentido se estou fazendo algo de bom por outrem, se eu estiver envolvida com algum bem, mesmo que isso me incomode por pensar pouco em mim.

“Todos têm que ter um objetivo na vida” – é o que dizem. Fico pensando se esse não seria o meu objetivo maior, porque eu não penso em ter aquela casa, naquele lugar, aquele carro maravilhoso, aquela pós-graduação, nada do que é material me satisfaz. Claro que gosto do que é bom e precisamos mesmo nos superar. Mas é como se isso fosse muito pouco pra tornar a vida plena de felicidade, porque a cada conquista, precisa-se arrumar outro objetivo.

Esse meu objetivo nunca acaba. As pessoas sabem dessa minha conduta e acabo me envolvendo com elas de forma intensa. Seja lá em que campo da vida for, mesmo que eu não esteja apta a resolver definitivamente o problema, dou o meu ombro amigo, me faço presente, mas é como se sentisse ser pouco, ineficiente. Eu sinto a dor do outro e quero que ele esteja bem a qualquer preço. Se pudesse, tiraria dele e colocaria em mim. Ainda assim, doendo em mim, estaria feliz.

Insano? Doentio? Pode ser sim. A maioria das pessoas não consegue entender este tipo de postura diante da vida. Ouvi diversas vezes que sou como beira de rio, pois tudo que é coisa ruim se encosta em mim e ali permanece. Não deixa de ser verdade! Eu tenho mesmo um ímã que atrai pessoas problemáticas. Porém é impossível descrever o prazer que se tem em conquistar, nem que seja ajudar a pessoa a encontrar, o bem.

Em outra parte do filme, o personagem diz que a mãe o ensinou assim: “Quando uma coisa ruim acontecer, feche os olhos. Quando eu contar até três, você abre os olhos... o passado acabou, o mundo é um bom lugar e vai dar tudo certo”. Essa parte também retrata um pouco do meu ser, essa minha Síndrome de Poliana, de procurar ver o mundo sempre cor-de-rosa, com uma diferença: eu fecho os olhos para poder ver a linda cor, mas enfrento de cabeça erguida com a situação, de mãos dadas com o problema, até que ele se resolva, encarando a vida de frente e sem fugas.

Há um momento do filme em que ela coloca em voga a sua bondade, questionando se o bem que ela fez para o menino tinha uma causa própria por trás. Isso a faz se sentir mal. É quando ela de escolhas para o menino, coisas que falo diariamente aos meus filhos: “Faça o que quiser fazer. A decisão é sua. É a sua vida!” Então, ela se sente novamente em paz.

A única coisa que sei é que oferecendo o bem, é imprescindível que você se sinta melhor do que a própria pessoa que recebeu sua bondade e que não há maior prazer do que ver um sorriso aberto estampado na face do outro. Portanto, sempre que possível, experimente ser um tanto altruísta e usar seus dons em prol de alguém. Faça a sua escolha.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

A "evolução" da Educação


Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia...

Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas.

Leiam relato de uma Professora de Matemática:

Semana passada, comprei um produto que custou R$ 15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavo s, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.

Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender. Por que estou contando isso?

Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:

1. Ensino de matemática em 1950: Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970: Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00. Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980: Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990: Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00

5. Ensino de matemática em 2000: Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. O lucro é de R$ 20,00. Está certo?
( )SIM ( ) NÃO

6. Ensino de matemática em 2009: Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00

7. Em 2010 vai ser assim: Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00. (Se você é afro descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder)
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00

Essa pergunta foi vencedora em um congresso sobre vida sustentável.

Hoje criança pode comer com a mão e boca aberta, falar palavrão, não respeitar os mais velhos, não ter horários, cheios de vontades, não se pode nem dar palmadas (lei) e nem castigar.

Psicólogos, terapeutas, com novas teorias (quer melhor psicólogo ou terapia do que a convivência social, o carinho e presença, mas presença mesmo, dos pais, irmãos, tios, primos, avós e amigos).

Não que elas sejam erradas (babas, empregadas). Quantos filhos não são criados por elas em função da distância dos pais?

Hoje o TER é exemplo maior do que o SER. Doído, mas verdade.

Criança, adolescente hoje, não arruma nem seu próprio quarto ou cuida de suas próprias coisas. Lamentável.

Se tira nota boa (obrigação) ganha todo tipo de presente.

E se um moleque resolve pichar a sala de aula e a professora faz com que ele pinte a sala novamente, os pais ficam enfurecidos pois a professora provocou traumas na criança.

A prova desta distância está estampada e escancarada na imprensa 24 horas por dia: Estamos perdendo nossos filhos para as DROGAS.

(Texto recebido por e-mail - Desconheço a autoria)

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Mulher com "m" minúsculo


Algo que me impressiona é que algumas mulheres não se dão conta do quanto são grandes e poderosas. Vestem a roupa do sexo frágil e se escondem atrás dela por toda uma vida. E, pior, vestem a carapuça bíblica da mulher dependente, submissa e passam a vida infelizes, sem realizarem seus sonhos, preocupadas com o que a sociedade irá pensar ou falar de sua imagem. A isso chamo de covardia!

Fico triste quando encontro mulheres assim. Elas não percebem que são especiais pelo simples fato de apenas ser mulher. Essa que coloca seus filhos no mundo e os cria com todo amor e carinho. Essa que, todos os meses, passa por seu estado de TPM, tendo que conter seus impulsos, sem contar depois as dolorosas cólicas menstruais. Essa que é o esteio de um lar. Essa que, muitas vezes, além de administrar a casa, também assume um papel profissional, apóia família e amigos, dá o melhor de si ao seu companheiro e ainda arruma tempo para cuidar de si mesma. Essa mesmo... que de sexo frágil, nada tem.

Algumas ficam tão preocupadas com celulites, estrias, marquinha aqui ou acolá, peso acima ou abaixo da média que perdem a própria auto-estima. Será que essas mulheres não pensam que é melhor um defeito na perna do que não tê-la? E que história é essa de ter que “ficar na média”? A média tem que ser aquela que te faz sentir bem consigo mesma, feliz.

Nesse meu processo de cirurgias plásticas para tirar o excesso de pele que sobrou da minha obesidade, entendi que isso é um vício. É muito fácil entrar num consultório médico e sair sem aquela mancha, sem aquela barriga, sem aquela ruga... mas, não param pra pensar o bem que a atividade física faz ao corpo e à mente. Mais difícil? Talvez no começo, mas logo ela começa a se sentir bem com ela mesma, com alegria no olhar, sorriso na boca e se sente poderosa. E mente é tudo! Quando você sente, já é.

O engraçado é que isso não aconteceu comigo. Nunca fui em paz com meu corpo. Sempre me achei gorda demais, grande demais e passei muitos anos me escondendo atrás de uma grande capa de gordura. Até que o instinto materno falou mais forte e resolvi tomar atitude. Não para ficar linda de corpo, mas para poder realizar o sonho de poder ter mais filhos. E realizei!

Agora, anos depois, com cirurgias plásticas feitas para corrigir os estragos que fiz com meu corpo pela vida, não me acho nenhuma miss, apesar de não faltarem elogios. Tenho até uma amiga que me chama de Barbie. Mas, assim como antes o meu corpo de gorda não me incomodava, o meu corpo de Barbie também não me deixa encantada, não passou a ser o meu grande potencial. Corpo é corpo. Mente é mente. E gosto da pessoa que sou, da minha mente muitas vezes mal interpretada, muitas vezes maluca, mas a minha mente, na certeza que não há ninguém igual a mim debaixo desse céu.

É triste ver mulheres que passam a vida preocupadas com o namorado ou marido, desconfiadas se estão com amantes, ligando o dia todo, fazendo perguntas, correndo atrás ao tempo todo, mendigando carinho. E pior! Tem outras que são tão cruéis consigo que são capazes de desenterrar as ex da cova e, por falta de inteligência, ficam falando dela pra ele o tempo todo, aproveitam qualquer momento de bobeira, de bebedeira para falar da outra, fazê-lo de certa forma reviver os bons momentos. Isso quando ela não reacende essa paixão! O pobre coitado nem sabe o que aconteceu, mas de tanto ela falar, falar e falar na cabeça dele, ele acaba querendo saber o que daria com essa ex, pois ninguém merece uma mulher insatisfeita, desconfiada e reclamadeira seu lado. Tenho uma amiga que diz que esse tipo de mulher é "surubenta", pois adora ficar colocando outra na sua própria cama. Concordo.

E essas que só são felizes mediante a comparação com outrem? As pessoas, tanto homens quanto mulheres, ainda não entenderam que as pessoas são diferentes e não por um acaso, mas para que possam se encontrar e se completarem. Ninguém é igual a ninguém. Somos seres únicos debaixo desse céu. O nosso valor é incomparável. E não há com que se preocupar, porque também não existe ninguém maior ou menor que ninguém, até porque o Criador é de uma perfeição tão grande que equilibrou todas as coisas. Se alguém tem mais dinheiro, desconfie dos valores dela e vice-versa.

Mulheres pequenas, sem graça, sem potencial, invejosas, inseguras... Parem para pensar! Olhem-se no espelho. Olhem pra dentro de si. Só temos o que merecemos e, se você pensa que o que tem é pouco, aja, mude, pois só você tem o potencial de mudar a própria vida, seja pra melhor ou pra pior. Por isso não sinto pena dessas mulheres, pois sei que somos 100% responsáveis pela vida que temos, afinal, a mesma é feita de escolhas. Se você não fez a escolha exata no passado, ainda há tempo de fazer outra escolha, afinal, você ainda está viva. Ou não?

Acordem e sejam mulheres com “M”maiúsculo! Você pode ser feia, desdentada, manca, baixinha, gorda, magra demais... seja lá como for, entenda que a beleza vem de dentro e é essa que se põe à mesa. Use do seu dom mais precioso que é a inteligência e a capacidade de transformar. Mas use a seu favor e não a favor de outra mulher ou um homem. Tenha confiança no seu taco e seja feliz!

O que importa se ele não te trata com a atenção que você gostaria, se você já não vive com ele a paixão do início? Ele tem vida própria, tem trabalho, amigos, familiares, pode ser até que tenha outro alguém, mas é com você que ele está todas as noites, é com você que ele divide a vida de verdade. Respeite isso. Valorize isso. O ninho é seu e é você que deixa ele mais macio ou mais espinhento.

Dizem que o homem é a cabeça da casa. Também acho, mas não tenho a menor dúvida de que a mulher é o pescoço, portanto, no íntimo, é ela quem conduz, quem faz e acontece. Está na Bíblia: é a mulher sábia que edifica o lar. Essa mesma Bíblia que impõe às mulheres tanta submissão, é a mesma que apresenta muitas histórias de mulheres guerreiras, cheias de força e de fé. Eu ainda vou além... acho que a mulher sábia edifica o mundo.

Mas tem que ser sábia! Tem que deixar de lado a insegurança e a burrice. Parar de olhar para os lados e começar a pensar em si mesma e fazer algo em prol de sua própria felicidade. Quando você olhar pra você e tudo estiver cor-de-rosa, é automático: tudo em volta fica lindo também.

Experimente crescer, renovar, mudar seus conceitos. Solte as amarras. Saboreie-se de você de corpo e alma e perceba que és um manjar dos deuses, único no Universo. Aceite-se. Aumente o seu “M” e, conseqüentemente, você estará aumentando o seu tamanho, não aquele que medimos na fita métrica, mas aquele que, no caderninho do céu, vai definir o seu lugar no mundo.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

O tempo e as jaboticabas


Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora.
Sinto-me como aquela menina que ganhou uma bacia de jabuticabas...
As primeiras, ela chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Não tolero gabolices.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.
Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo.
Não quero que me convidem para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio.
Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de 'confrontação', onde 'tiramos fatos a limpo'.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: 'as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado do que é justo.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.'
O essencial faz a vida valer a pena.

(Texto de Rubem Alves)

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Um dia por vez - 18/09/10 - Uma tarde de meninos


A tarde hoje foi, no mínimo, interessante.

Meu filho mais velho fez uma reunião de grupo com três amigos de escola, em pleno Sábado, para fazerem um trabalho de Geografia que ainda está longe da data de entrega. O tema era a música Planeta Azul do Chitãozinho e Xororó.

Gostei do antes, durante e depois de todo o processo. Do antes, pela forma como meu filho organizou a reunião com os amigos, liderando o grupo com responsabilidade, dividindo a tarefa entre todos e até conversando com os pais dos colegas para que todos pudessem estar presentes. Claro que nessa hora a “mãetorista” entra em ação pra levar e buscar meninos. Antes disso, no almoço, as chamadas pra irmos embora eram constantes, afinal, havia um compromisso a ser cumprido.

Então, turma reunida, todos em casa, pedi que fizessem silêncio para fazerem o pequeno dormir e fiquei no quarto, de onde escutava toda a organização da turma. Um deles chegou com três instrumentos de corda: um violão pequeno, um de tamanho normal e uma viola. Achei exagerado, mas fiquei quieta, imaginando no que aquilo tudo ia virar.

Meu filho tirou a música no violão. Uma graça!!! (Mãe coruja baba mesmo. Risos...) Tocava incansavelmente, decorando a música, corrigindo acordes e ritmo. Outro deles ficou responsável por fazer a letra da música num cartaz, enquanto o outro desenhava.

Entre afazeres escolares e música, eles conversavam sobre as meninas da escola, sobre acontecimentos em família, sempre com um tom de grande importância de quem contava e atenção absoluta de quem escutava. Dependendo do assunto, os olhos saltavam ou as gargalhadas saíam gostosas.

Por se tratarem de meninos, eles não conseguiam fazer o trabalho e conversar ao mesmo tempo. A cada assunto novo, tudo parava. Aí era o interlocutor com sua platéia bastante atuante.

Num certo momento, eu via que os acordes estavam totalmente destoados e fui até lá dar uma força pra eles. Nesse momento, percebi que, apesar das conversas, brincadeiras e risadas, o trabalho rendia. A mesa estava organizada e cada qual fazia o papel que lhe foi designado.

Depois de dar uns "pitacos", me retirei novamente, para que pudessem se sentir bem à vontade e pra que não parecesse a minha imagem de mãe chata e super zelosa. Acho isso horroroso, enquanto a maioria das pessoas acha ser o ideal. Ainda penso que a medida certa está no equilíbrio.

Mais tarde, meu filho entra no quarto dizendo que estão todos com fome e perguntou se eles poderiam ir até a padaria próxima fazer um lanche. A mãe zelosa e chata, que falei um pouco acima, preferiu servir um lanche pra todos, bem ali, debaixo das asas dela.

Aproveitei esse momento pra me juntar a eles. Pude então observar a educação de cada um, por meio de palavras usadas, do uso das palavras mágicas, do mastigar para depois conversar, dos arrotos pra fazer uma graça, do recolhimento do prato da mesa levando até a pia. Pude também perceber nos rápidos momentos quem falava mais, quem observa mais, quem se mostrava mais... Era a hora do radar de mãe entrar em ação. Também soube naquele momento a condição familiar e financeira de cada um e os valores passados a cada filho (e por quem).

Sem concordar com tudo, mas querendo sentir os meninos, me meti no meio da conversa deles, contando casos da minha época estudando na mesma escola, falando das notas baixas que eu tirei, perguntando das meninas, dizendo quem tinha cara de que... virei amiga da turma. Havia fila pra contar coisas novas. Alguns não se continham e falavam mais alto pra se fazer ouvir.

Foi uma tarde de confissões. E que confissões! Eles falaram sobre sexualidade, drogas, família, valores, programas e jogos de computador, contaram-me casos absurdos e tudo que eles faziam escondido. Um deles ficou mudo e de olhos arregalados, enquanto os outros se confessavam. Só abriu a boca pra dizer: “Nossa! Se eu falar essas coisas perto da minha mãe ou ela imaginar que eu falo essas coisas, ela briga comigo e me põe de castigo”.

Mas naquele momento eu era cúmplice dos meninos, ao mesmo tempo, uma orientadora legal. Até que chegou o momento em que perguntei: “Como sou mulher, tem coisas que acontecem com os homens que não consigo entender. Por que é que vocês gostam tanto de ficar olhando mulher pelada?”

Pronto! Foi o pico das revelações. Soube algumas coisas que aconteciam entre eles que jamais imaginava. Eles me contaram com tanta inocência que eu ria, mas explicava como e porque as coisas deviam ser como eu orientava. Nesse meio, meu filho disse aos colegas: “Minha mãe é meio doida, sabe? Quando eu era pequeno, ela dizia que ia comprar uma coleção de cartucheiras pra espantar as meninas da porta aqui de casa. Agora, sabe o que ela diz? Que vai me dar uma caixa de camisinha. Pensa bem na troca! Cartucheiras com camisinhas.” Os meninos fizeram cara de surpresa boa. Por um momento fiquei pensando se essa minha atitude era inconseqüente demais ou sábia demais. Ainda não sei a resposta.

A tarde foi tão agradável que fizemos até um acordo, o qual não me submeto a colocar no blog porque é uma peripécia daquelas muito gostosas, bem de adolescente que está ganhando o mundo. Eles ficaram exaltados com minha proposta e a condição, claro, era a melhoria das notas na escola. Se um do grupo falhasse, prejudicaria o grupo todo e ficariam todos a ver navios.

Depois de deixar todos em casa, todos muitos felizes e eu com um sentimento gostoso de confiança no peito, fui tomar um banho e fiquei pensando na frase do meu filho: “É, mamãe. Hoje eu tive certeza que a senhora é mesmo uma mãe muito legal.” Senti um orgulho enorme disso, me perguntando se eu não teria sido muito liberal para a idade, se meu comportamento e conselhos diante deles tinham sido assertivos.

Lembrei-me de uma tia (que chamava de tia por educação e carinho) que era muito especial. Eu vivia dizendo pra minha mãe que eu gostaria que ela fosse legal como ela. Ela também era mãe de três homens, como eu. Até hoje quando nos encontramos tenho total liberdade de comentar tudo com ela, na certeza que dela terei atenção, apoio e carinho. Adorávamos freqüentar a casa dela e nos sentíamos completamente à vontade.

Me dei conta que estou entrando numa outra fase da vida, do papel de mãe de criança para papel de mãe de adolescente. Talvez uma mãe mais adolescente do que todos eles juntos. Senti-me em casa com essa turminha. Eu era apenas mais uma entre eles.

Só quero poder alimentar essa confiança deles em mim, manter-me sempre presente (mesmo que distante) e ter o discernimento necessário para orientar de forma livre essas novas mentes, muito mais ágeis e inteligentes que os adolescentes da minha época, para que se tornem adultos de bem, de caráter, principalmente, felizes e bem resolvidos com a vida.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Roda Viva - Chico Buarque


Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino pra lá

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda peão
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração

A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira pra lá

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda peão
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração

A roda da saia, a mulata
Não quer mais rodar, não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou
A gente toma a iniciativa
Viola na rua a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola pra lá

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda peão
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração

O samba, a viola, a roseira
Um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade pra lá

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda peão
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração

Tenho cantado bastante essa música, mesmo sem tê-la ouvido. Parei pra pensar de onde surgiu e descobri que a minha Roda Viva está em ação, talvez por isso ela não me sai da cabeça.

Tem um ditado que diz que “agosto é o mês do desgosto”. Eu passei por ele ilesa. Em compensação, esse setembro tem me pregado cada peça... as quais não estavam no script.

Aí, me lembrei que comecei o mês de setembro cheia de boas perspectivas, blogando a música do Beto Guedes que começa assim: “quando entrar setembro e a boa nova andar nos campos...” Porém, nos meus campos, em todas as áreas da vida, meus campos se encheram de praga.

A música de Chico Buarque retrata exatamente como venho me sentindo. Colocamos tanta energia numa coisa, num projeto, numa pessoa, num sonho que, quando não conseguimos realizar, sentimos no peito um desalento, um desânimo que, para alguém intenso como eu, beira a depressão.

A sensação é como se Deus, lá de cima, me tivesse puxado o tapete e entao eu cambaleei num 360 graus e quase caí. Mas até nisso eu tenho sorte, primeiro por ter sido Deus o puxador do tapete e isso me dá a certeza de que o melhor está por vir, pois Ele só permite esses tormentos para que possamos crescer mediante às experiências vividas. Segundo, porque a virada foi de 360 graus, me permitindo ficar exatamente no mesmo lugar onde estava antes da puxada. Sinal que não perdi o meu eixo e que não é qualquer puxada de tapete que me derruba. Mesmo sendo com a força do Todo Poderoso.

Nesse movimento louco e inesperado, me sinto um tanto perdida, tonta, pois tantos planos foram feitos na certeza que nós somos quem traçamos o nosso destino e somos autores da nossa história, mas a Roda Viva da vida gira e nos distancia do nosso objetivo maior.

Tenho uma prima budista que diz: “Taiza, quando você entender que tudo passa, você vai encontrar paz para o seu coração. As coisas ruins passam, as boas também, entao só temos que aceitar que é assim e sermos felizes, seguirmos adianate”. Essa frase, assim como essa música, também tem habitado minha mente nos últimos tempos. Pôxa, se as coisas ruins passam, nada mais justo que as boas também passarem, se não a vida seria muito sem graça, sem tropeços, sem surpresas, sem chances de amadurecimento, sem histórias pra contar. Portanto, quero tomar banho nessa chuva de tempestades (de roupa e tudo) e esperar chegar a bonança tão merecida.

Imagine-se dentro de uma caixa fechada, na escuridão. E você sabe que um chute mais forte, certeiro, simplesmente rasgará essa caixa e voce encontrará a luz. Mas voce se contem, pois sabe que rasgar a caixa é um grande prejuízo e, como voce pode ver os raios de luz que adentram pela caixa, certo de que lá fora há o céu. Você só precisa esperar o momento certo para que ela seja aberta, até lá você tem tempo para planejar os meios que vai usar para sair dali definitivamente.

Meio louco, né? Mas é assim que me sinto. Presa em mi mesma, com toda a dificuldade à minha volta, mas nada do outro mundo, coisas do cotidiano, que se acumulam e me pressionam contra a parede, me deixando sem ar e sem ação.

Sei que tudo é efêmero e que tudo consiste para o melhor. Sei também que o tempo de Deus é diferente do meu, e confio que o Dele seja o mais exato. Encontro-me numa excelente oportunidade de trabalhar a minha ansiedade e paciência. Sei que sou capaz de vencer essa etapa que, pra mim, não passa desse mês. (Afinal, pensamento positivo é tudo! Risos...)

Nessa “tsuname” toda, eu vou tentando surfar, ao invés de tomar um bom caldo. Por isso, vou agindo com cuidado, para que possa, ao menos, poder ajudar as pessoas envolvidas em todo processo, não causando mais danos do que já se encontram no cenário. Procuro manter meu coração tranqüilo, na certeza que o plantio é opcional, mas a colheita obrigatória.

No campo minado da vida, é preciso ser sábio, ter discernimento e temperança para que as voltas que o mundo dá, que são gigantes, não nos tire do eixo e possamos aproveitar a oportunidade para aprender e, quem sabe, renascer.

A única certeza que tenho é que, de fato, vivemos ciclos e ciclos, que vão e vem, trazendo estragos e levando aprendizados, pois a vida nada mais é que uma constante de ilusões que vamos alimentando e vivendo, deixando no caminho nossos melhores rastros e, apesar de tantos devaneios, a vida real vai sendo escrita.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

A pessoa errada


Pensando bem, em tudo o que a gente vê, e vivencia, e ouve e pensa, não existe uma pessoa certa pra gente.

Existe uma pessoa que, se você for parar pra pensar é, na verdade, a pessoa errada.

Porque a pessoa certa faz tudo certinho...

Chega na hora certa,

Fala as coisas certas,

Faz as coisas certas,

Mas nem sempre a gente tá precisando das coisas certas.

Aí é a hora de procurar a pessoa errada!

A pessoa errada te faz perder a cabeça,

Fazer loucuras,

Perder a hora,

Morrer de amor...

A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar

Que é pra, na hora que vocês se encontrarem,

A entrega ser muito mais verdadeira.

A pessoa errada, é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa.

Essa pessoa vai te fazer chorar,

Mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas.

Essa pessoa vai tirar seu sono,

Mas vai te dar em troca uma noite de amor inesquecível.

Essa pessoa talvez te magoe,

E depois te enche de mimos pedindo seu perdão.

Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado,

Mas vai estar 100% da vida dela esperando você,

Vai estar o tempo todo pensando em você.

A pessoa errada tem que aparecer pra todo mundo

Porque a vida não é certa,

Nada aqui é certo.

O que é certo mesmo, é que temos que viver cada momento, cada segundo

Amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo, querendo, conseguindo

E só assim é possível chegar àquele momento do dia

Em que a gente diz: "Graças à Deus deu tudo certo!",

Quando na verdade

Tudo o que Ele quer

É que a gente encontre a pessoa errada

Para que as coisas comecem a realmente funcionar direito pra gente.

Nossa missão:

Compreender o universo de cada ser humano,

respeitar as diferenças, brindar as descobertas, buscar a evolução.


(Texto de Luis Fernando Veríssimo)

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Para você que me odeia


Eu te amo. E não seria metade do que sou sem você, juro.

É seu ódio profundo que me dá forças para continuar em frente, exatamente da minha maneira.

Prometa que nunca vai deixar de me odiar ou não sei se a vida continuaria tendo sentido para mim.

Eu vagaria pelas ruas insegura, sem saber o que fiz de tão errado.

Se alguém como você não me odeia, é porque, no mínimo, não estou me expressando direito.

Sei que você vive falando de mim por aí sempre que tem oportunidade, e esse tipo de propaganda boca a boca não tem preço.

Ainda mais quando é enfática como a sua - todos ficam interessados em conhecer uma pessoa que é assim, tão o oposto de você.

E convenhamos: não existe elogio maior do que ser odiado pelos odientos, pelos mais odiosos motivos.

Então, ser execrada por você funciona como um desses exames médicos mais graves, em que "negativo" significa o melhor resultado possível.

Olha, a minha gratidão não tem limites, pois sei que você poderia muito bem estar fazendo outras coisas em vez de me odiar - cuidando da sua própria vida, dedicando-se mais ao seu trabalho, estudando um pouco.

Mas não: você prefere gastar seu precioso tempo me detestando.

Não sei nem se sou merecedora de tamanha consideração.

Bom, como você deve ter percebido, esta é uma carta de amor.

E, já que toda boa carta de amor termina cheia de promessas, eis as minhas:

- Prometo nunca te decepcionar fazendo algo de que você goste. Ao contrário, estou caprichando para realizar coisas que deverão te deixar ainda mais nervoso comigo.

- Prometo não mudar, principalmente nos detalhes que você mais detesta. Sem esquecer de sempre tentar descobrir novos jeitos de te deixar irritado.

- Prometo jamais te responder à altura quando você for, eventualmente, grosseiro comigo, ao verbalizar tão imenso ódio. Pois sei que isso te faria ficar feliz com uma atitude minha, sendo uma ameaça para o sentimento tão puro que você me dedica.

- Prometo, por último, que, se algum dia, numa dessas voltas que a vida dá, você deixar de me odiar sem motivo, mesmo assim continuarei te amando. Porque eu não sou daquelas que esquece de quem contribuiu para seu sucesso.

Pena que você não esteja me vendo neste momento, inclusive, pois veria o meu sincero sorrisinho agradecido - e me odiaria ainda mais.

Com amor, da sua eterna."


(Texto de Fernanda Young)