terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Um dia por vez - 22/12/09 - Lar Doce Lar




Hoje vivi, ao vivo e a cores, uma situação como aquela do quadro do Caldeirão do Huck – Lar Doce Lar. Com algumas pequenas diferenças: o Huck era minha mãe, as pessoas presenteadas eram minha tia e minha prima que acabaram de se mudar para Goiânia, a casa não foi reformada e sim mobiliada e a história não foi para a Rede Globo. Plim Plim!

Vou dar uma clareada no assunto. Minha tia materna caçula vivia em Itararé com sua família. Itararé é uma cidade pequena, no interior de São Paulo que faz divisa com o Paraná, cidade natal de todos os irmãos da minha mãe, inclusive dela. Apesar de ser uma cidade gostosa, não sei se pelas lembranças das férias de infância, é uma cidade que parou no tempo e aos moradores não oferece muitas oportunidades de crescimento.

Minha tia, que sempre quis mais da vida, que sabe que a vida existe para ser vivida em sua íntegra, desprendida de medos e cheia de querer mais, planejou e veio com sua filha do meio tentar a vida numa cidade maior, onde tivesse algum alento familiar. Até porque conhece o potencial de sua cria, a qual sempre esteve de mãos dadas com ela em toda e qualquer dificuldade, apoiando-a e cuidando para que tudo desse certo.

Vieram com outro primo que foi passar uns dias por lá e, como era carro pequeno, se propuseram a trazer o estritamente necessário. Alugaram um apartamento e os planos eram de ir mobiliando aos poucos e, assim que pudessem, mandar a mudança, que já ficara encaixotada, a ponto de envio.

Acontece que Deus, por Suas mãos divinas, manda anjos na vida da gente, pra ir abrindo os caminhos, organizando tudo, para que possamos ter a certeza de Sua presença constante. Nesse caso, Deus mandou três anjos: meu pai e meu irmão mais velho (que organizaram o dinheiro) e minha mãe que foi a “obreira” de tudo.

Antes que minha tia chegasse arrumou todo o apartamento: limpou, comprou móveis, roupas de cama e banho, eletrodomésticos, utensílios de cozinha... tudo que se possa imaginar para montar uma casa. Não satisfeita, comprou também produtos de higiene pessoal, de limpeza, mantimentos que encheram o armário e a geladeira e, pra completar, frutas.

Montou, arrumou tudo, perfumou a casa, se atentando aos mínimos detalhes, colocando ali todo o amor possível, com o coração cheio de saudade e desejos de uma nova vida para sua irmã e sobrinha - bem próspera e vindoura. Detalhe: não contou nadinha. Era tudo surpresa!

Elas chegaram de viagem ontem, mas só hoje, depois do café da manhã, ela foi apresentar a nova morada. E eu, claro, fui bedelhar. Acompanhei tudo tão de perto que não agüentava de curiosidade, queria ver a cara das duas. Imaginem apartamento de recém casados?! Estava desse nível pra cima.

Nem preciso dizer que foi aquela choradeira! Minha tia disse que era um misto de “entramos no apartamento errado” com “não acredito que minha casa está toda pronta”. A coitadinha ficou numa tremedeira e com as pernas bambas de fazer dó. Mas não era pra menos. Ficou lindo!

É claro que o lado material foi muito importante, isso conta bastante. Mas o que mais vale é o carinho, a dedicação, a atenção... isso não tem preço. Então, a gente percebe que quando a gente dá, quem mais ganha somos nós mesmos. Não há nada que se compare com a sensação de fazer bem a alguém. É indescritível!

Minha prima disse: “Agora sei como se sentem aquelas pessoas do programa do Luciano Huck. A gente se emociona, mas nunca imagina como realmente é”. E por isso escolhi esse título para o texto de hoje.

Tudo que eu quero é que esse seja apenas um bom começo. Torço para que elas tenham aqui uma vida promissora e possam ser realmente felizes, encontrando o que Deus guardou para elas com tanto cuidado e carinho.

Hoje posso dizer que sou mais feliz, por saber que terei as duas por perto, pessoas tão especiais na minha vida e que adoro tanto. Saber que o sentido de ser família se fortalece, na certeza de que juntos somos mais. E que esse possa ser, verdadeiramente, um Lar Doce Lar.

2 comentários:

  1. Feliz natal papai noel Rosa e Janides;estas formas de demonstrar amor estão infelizmente fora de moda no meio das famílias,estas são as maneiras de se eternizar na vida das pessoas que nos são tão queridas.Que sorte Taíza por ter vivido mais este grande momento emocionante ao lado de seus pais,Feliz Natal para vocês TODOS.

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  2. Queria poder ter vivido esta cena com vcs... deve ter sido muuuuito emocionante!! D.Rosa a senhora realmente foi a Mamãe Noel do ano!! Gestos como estes deveriam sempre ser seguidos e imitados.
    Esse é o verdadeiro espírito do Natal.
    Um feliz Natal a todos!
    Beijo.
    Aline Fischer.

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