terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Outra Vida - Armandinho



Talvez não seja nessa vida ainda...
Mas você ainda vai ser a minha vida!
Então, a gente vai fugir pro mar
Eu vou pedir pra namorar,
Você vai me dizer que vai pensar,
Mas no fim, vai deixar.

Talvez não seja nessa vida ainda...
Mas você ainda vai ser a minha vida!
Sem ter mais mentiras pra me ver,
Sem amor antigo pra esquecer,
Sem os teus amigos pra esconder.
Pode crer, que tudo vai dar certo!

Uebaruê iô,
Sou Cantador, sonhador...
Vou dizer pra Deus, Nosso Senhor,
Que tu és o amor da minha vida,
Pois não dá pra viver nessa vida morrendo de amor.

Talvez não seja nessa vida ainda,
Mas você ainda vai ser a minha vida.
E uma abelinha vai fazer o mel,
Estrela Dalva vai cruzar no céu
E o vento certo vai soprar no mar...
Pode crer, que tudo vai dar certo!

Uebaruê iô,
Sou Cantador, sonhador...
Vou dizer pra Deus, Nosso Senhor,
Que tu és o amor da minha vida,
Pois não dá pra viver nessa vida morrendo de amor (BIS)

Você acredita em uma outra vida, só nós dois?
Pode crer, que tudo vai dar certo...

O texto para ser editado hoje já estava pronto, fiz mais cedo, a ponto de um clique para a liberação no blog. Mas a vida, essa que eu adoro, vive me dando algumas surpresas, algumas tão agradáveis como a de hoje. Tão maravilhosas que chego a me perguntar se mereço tanto. Então, resolvi mudar o tema de hoje.

As grandes riquezas da vida estão nas coisas mais simples, no gesto mais singelo, aqueles que só podem ter origem num único lugar: o coração. É isso que faz a vida valer a pena, que marca a gente bem fundo e que nos dá a certeza de sermos seres únicos, tão desconhecidos uns aos outros, mas tão reconhecidos também em pessoas que amamos tanto. São coisas que só um coração conectado em outro coração munido do mais puro amor é capaz de sentir.

Hoje recebi uma serenata virtual, cantada por alguém que tanto amo: meu amor mais bandido, meu artista preferido, meu amigo do fundo do coração. Autor de tantas serenatas do passado, cavaleiro que mais parecia um príncipe chegando em seu cavalo, violeiro das almas apaixonadas, assim como a minha. Alguém que tem a potencialidade como poucos que conheço de sentir a música em sua íntegra, em sua profundidade... ele é melodia e paixão.

Ele, um ser tão especial, não só pela pessoa que é, mas por tudo que representa pra mim e pelo tamanho do sentimento que ele carrega no coração (como um tesouro guardado, a ser todo entregue a uma mulher que saiba acalmar aquele vulcão), me dedicou essa música. E desligou dizendo uma frase: “amor verdadeiro é sutil e nasce no coração, diferente do amor "posse", que só existe se estiver ao alcance da mão...”

Talvez, você, leitor(a), deve estar achando que eu sou louca por estar publicando essas palavras a quem quiser ver, palavras estas que mais parecem uma declaração de amor. Pode até estar imaginando que estamos apaixonados um pelo outro e que isso é muito feio, afinal sou uma mulher casada, mãe de três filhos. Pouca vergonha, né?

Para você que está pensando assim, para que não fique a menor sombra de dúvidas, posso esclarecer. Não é pouca vergonha. Eu não tenho é vergonha nenhuma de expor meus sentimentos. Sou mesmo apaixonada por ele e o amor que sinto é exatamente o da frase – sutil e do coração, algo verdadeiro e cravado em nossos corações há muitos anos. Minha única lamentação é que, este(a) leitor(a) de mente perversa, não tenha ganhado da vida esse presente (e por isso não entende) e que, infelizmente, não tem o prazer de viver esses momentos tão maravilhosos e únicos na vida da gente. Você não imagina como isso dá sentido à nossa vida!

Na verdade, esse texto é para poucos, para os meus leitores que sabem o que é amar, que conhecem o valor de uma canção e de um grande amor, mesmo que por um amigo. Mas, vamos à música...

É um reggae do Armandinho, um que compôs também aquela música “quando Deus te desenhou, ele estava namorando”. Esse artista, pouco conhecido por mim, parece escrever músicas com uma simplicidade e delicadeza tal de quem pinta um quadro, sabendo a ideal leveza do pincel e a escolha das cores, ou como misturá-las resultando numa verdadeira obra de arte.

O nome desta música é bem sugestivo – Outra Vida. Há quem acredite que temos muitas vidas, mas eu acredito que a vida é uma só e, nela, vivemos vidas diferentes, momentos que se eternizam e que mudam nosso ser nos fazendo pessoas melhores. A vida é cíclica, bela e corre em nossas veias para ser vivida da melhor forma.

A música ficou de um jeito, que dá pra imaginar a cena: momentos a dois à beira do mar, sentados na areia da praia num dia de sol, ouvindo o estourar das ondas, com tanto carinho... Sou capaz de sentir a brisa soprar nos meus cabelos morenos e longos. Uma menina envolta pela sedução de um rapaz que olha para ela com um olhar tão doce, quem sabe acariciando sua pele, louco por um beijo.

É quando se entregam um ao outro, de verdade, com a pureza de duas crianças que, enfim, conseguem comer o doce há tanto esperado. A partir dali, tudo é apenas passado... as mentiras contadas, as histórias de amor já vividas e o respeito mútuo pelo que o outro é, acima de todas as coisas. E eles se conhecem na íntegra. Têm o prazer de aceitar o outro por inteiro, com todas as suas virtudes e defeitos, entendendo que todos os momentos passados serviram como preparação para o “grand finale”. E o coração voa leve como um passarinho!

O refrão começa com: “Sou Pescador, sonhador...” e ele cantou como Cantador, a palavra que resolvi substituir na letra (claro!), visto que ele é o meu maior cantador. E numa prece a Deus, sabendo que a pescaria só é farta quando se tem paciência, ele pede para que seu sonho se realize, para que enfim, a dor de seu coração, aquela causada por solidão ou presença de alguém que “não é o seu número”, cesse para sempre, definitivamente. Enfim, será o momento de amar de verdade.

Tudo acontece com total simplicidade, aquela com que se deve levar a vida, como a abelha que faz o mel, na certeza de que o trabalho valerá a pena e resultará no doce perfeito. Ou como a Estrela Dalva que cruza o céu escuro, sem medo, com sua luz própria tão brilhante iluminando a noite, realizando desejos. “E o vento certo vai soprar no mar...” porque as coisas da natureza nunca erram sua hora, acontecem exatamente como e quando devem ser.

Meu tão querido Cantador, obrigada pelo presente de hoje. Vou guardar com carinho na caixinha mais preciosa que tenho: meu coração. Ela vai ficar lá, juntinho com você, bem lá no fundinho, onde só eu posso alcançar.

E... olha! Talvez não seja nessa vida ainda para você, mas para mim, você já é a minha vida ou, pelo menos, grande parte dela. Obrigada por existir, meu cantador tão encantador.

Um comentário:

  1. Miga, lindo o texto, linda a música, linda a dedicatória!! E é isso que importa no final...amarmos de verdade e com todo o coração os nossos verdadeiros "amores" o resto.... eh isso....o resto!!!
    Beijos...

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