domingo, 29 de novembro de 2009

Cazuza - by Taiza Renata



Voltou a circular na internet um texto (reproduzido abaixo) de uma psicóloga completamente chocada pela “idolatria” que se faz ao Cazuza no filme da vida dele. E, claro, assim como o filme, cheio de sensacionalismos (afinal é a emoção que move o mundo), o e-mail vem com uma chamada assim:

“Este é um e-mail que não pode ficar calado. Estou fazendo a minha parte pelos jovens e por meus filhos. E você? Esse cidadão dizia “meus heróis morreram de overdose” e era aplaudido.” E ao fim: “Não compactue com isso! Faça sua parte e divulgue. Passe adiante”.

Particularmente, concordo em muitas partes com esta psicóloga. Acho sim que devemos sempre que preciso dizer NÃO aos nossos filhos, ensiná-los o grande prejuízo das drogas, bebidas, o respeito por si mesmo e pelo outro, além de tantas outras coisas que cabem dentro de uma educação sadia. Essa que não existe fórmula, apenas algumas vivências através dos séculos que podemos observar que deram mais certo que errado. Mas seguindo o coração de mãe, aquele amor verdadeiro, porém exigente, já se tem meio caminho andado.

Achei bastante exagerado a abordagem feita ao filme porque a intenção era retratar aquele menino, mimado sim, drogado também, meio maluco, inconseqüente, contar um pouco da vida dessa pessoa que, apesar de sua vida difícil (ou fácil demais), se tornou uma celebridade, por sua música, por seu dom de compor, por sua arte, a qual tinha como dom.

Eu assisti o filme e, ao contrário, quero mostrar ao meu filho que está entrando na adolescência, esse filme que tanto ensina, que tanto educa. Porque educar não é mostrar um castelo cor-de-rosa, dizer o que é assim e o que é assado, mas mostrar no dia-a-dia, que toda ação tem uma reação, que o que ele plantar, vai colher, seja bom ou ruim e que eu, como mãe, só posso mostrar, porque o caminho quem vai escolher é ele.

Não penso que criar filhos é evitar o contato com o mal que existe no mundo. Assisti uma palestra sobre drogas uma vez, na qual o palestrante dizia que o maior erro dos pais é dizer que a droga é ruim. Se um dia seu filho a experimentar, você será o grande mentiroso e desmerecedor de crédito. Droga não é ruim. Droga é ótimo, maravilhoso, dá um barato pra lá de bom. O que você tem que dizer é o que vem depois desse estado ilusório, de alucinação. Mostrar o grande engano que é. E o filme retrata isso muito bem.

Não acho nem que seja uma questão de idolatria, até porque o mercado cinematográfico está com as prateleiras lotadas de biografias, uma mais bonita que a outra. Acho que é mesmo a intenção de mostrar a vida, a história de pessoas que fizeram histórias, mostraram sua arte, deixaram sua marca. Cazuza, Vinícius de Morais, Elvis Presley, Ray Charles... e tantos outros.

Não vou negar que a grande maioria delas, se não todas, são regadas a muitos vícios e maus exemplos. Bem vindos à vida real! Mas por que não abrirmos os olhos, não nos assustarmos com a beleza de suas vidas, com o lado bom que eles deixaram, com a música que eles deixaram. Essas sim, são imortais. Essas sim merecem nossa atenção, nosso assunto, nosso tempo.

Então, pessoas, deixemos de lado esse puritanismo que nunca nos levou a canto nenhum. Deixemos de lado esses julgamentos que não levam a nada, muito menos melhoram nossas próprias vidas. Comecemos a nos voltar para o belo, atrair coisas boas, valorizar o que presta, de fato.

Talvez, assim, teremos filhos mais felizes, verdadeiros formadores de suas próprias vidas, viventes de uma sociedade menos hipócrita, mais verdadeira, os quais serão bem resolvidos, independentes do cenário em que vivem ou do cenário mundial.

Psicóloga X Cazuza


Uma psicóloga que assistiu o filme escreveu o seguinte texto:
‘Fui ver o filme Cazuza há alguns dias e me deparei com uma coisa estarrecedora. As pessoas estão cultivando ídolos errados. Como podemos cultivar um ídolo como Cazuza?
Concordo que sua letras são muito tocantes, mas reverenciar um marginal como ele, é, no mínimo, inadimissível.
Marginal sim, pois Cazuza foi uma pessoa que viveu à margem da sociedade, pelo menos uma sociedade que tentamos construir (ao menos eu) com conceitos de certo e errado.
No filme, vi um rapaz mimado, filhinho de papai que nunca precisou trabalhar para conseguir nada, já tinha tudo nas mãos. A mãe vivia para satisfazer suas vontades e loucuras. O pai preferiu se afastar das suas responsabilidades e deixou a vida correr solta.
São esses pais que devemos ter como exemplos?
Cazuza só começou a gravar porque o pai era diretor de uma grande gravadora.
Existem vários talentos que não vão revelados por falta de oportunidade ou por não terem algum conhecido importante.
Cazuza era um traficante, como sua mãe revela no livro., admitiu que ele trouxe drogas da Inglaterra, um verdadeiro criminoso.
Concordo com o juiz Siro Darlan quando ele diz que a única diferença entre Cazuza e Fernandinho Beira-Mar é que um nasceu na zona sul e outro não.
Fiquei horrorizada com o culto que fizeram a esse rapaz, principalmente por minha filha adolescente ter visto o filme. Precisei conversar muito para que ela não começasse a pensar que usar drogas, participar de bacanais, beber até cair e outras coisas, fossem certas, já que foi isso que o filme mostrou.
Por que não são filmes feitos de pessoas realmente importantes que tenham algo de bom para essa juventude já tão transviada? Será que ser correto não dá Ibope, não rende bilheteria?
Como ensina o comercial da Fiat, precisamos rever nossos conceitos, só assim teremos uma mundo melhor.
Devo lembrar aos pais que a morte de Cazuza foi conseqüência da educação errônea a que foi submetido. Será que Cazuza teria morrido do mesmo jeito se tivesse tido pais que dissessem NÃO quando necessário?Lembrem-se, é a prova mais difícil de amor.
Não deixem seus filhos à revelia para que não precisem se arrepender mais tarde. A principal função dos pais é educar. Não se preocupem em ser ‘amigos’ de seus filhos.
Eduque-os e mais tarde eles verão que você foi a pessoa que mais os amou e foi, é, e sempre será, o seu melhor amigo, pois amigo não diz SIM sempre.

Karla Christine – Psicóloga Clínica

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Um homem especial



Apesar da “rixa” incansável entre homens e mulheres, a tão conhecida guerra dos sexos, hoje quero falar de um homem, que não é perfeito, não é nenhum Príncipe Encantado, mas que é pra lá de especial – meu homem.

É especial por vários motivos, a começar pelo seu jeito de ser. Um homem de bom caráter, honesto, trabalhador, bom pai, bom filho e só não é melhor marido porque foi se casar comigo, uma mulher egoísta e cheia de mimos.

É com ele que me propus a caminhar pela vida, mesmo que aos trancos e barrancos, afinal somos um casal normal. Temos brigas homéricas, crises infindáveis e, por incrível que pareça, é através delas que nos fortalecemos, nos descobrimos e nos amamos cada dia mais. É através delas também que descubro o tamanho desse homem, que é grande, muito maior que eu, por sua conduta firme de persistir sempre.

É com ele que aprendo diariamente a trabalhar minha paciência, a ser mais pé no chão, a ser mais tranqüila, a ser menos explosiva, menos egoísta. Esse é um aprendizado constante e nada fácil, mas de extrema importância na minha vida. Acredito que as pessoas se completam, em todos os níveis e que, não por acaso, sempre nos casamos com a pessoa ideal. Conviver tão perto com alguém que veio de outra criação (mesmo que tão boa quanto a sua) não é tarefa fácil, mas se faz extremamente necessária.

É através dele que Deus me deu as maiores preciosidades da minha vida, meus três filhos homens, todos com traços bem acentuados do pai, os quais rogo que se tornem homens de bem, assim como ele.

Esse homem, onze anos mais velho que eu, é como um pai, pois está sempre pronto a me proteger, apoiar, cuidar e mimar. É também como um professor, pois me ensina diariamente o que é ser família, o que é ser mulher de verdade, o que é de fato importante na vida.

Poderia aqui falar também dos seus defeitos, que são muitos, posso garantir, mas colocados próximos aos meus, eles quase somem, desaparecem. Como já disse, ele não tem nada de perfeito e até se encaixaria muito bem no papel de sapo, ao invés do príncipe, mas um sapo de estimação, pelo qual tenho muito amor e apreço, que merece sim ser coroado com coroa de príncipe mediante sua postura diante de mim.

Devido a esse mar de defeitos, meus e dele, muitas vezes pensei em chutar o balde, abandonar o barco e procurar enfim um homem que se encaixe a mim. Olhando em volta, percebo que ele é o encaixe do meu quebra-cabeça, a tampa da minha panela, a metade da minha laranja.

Então é assim que a gente cresce, pára com os "pitis" e entende que relacionamento a dois é isso: se conhecer, se redescobrir a cada dia, transpor obstáculos e continuar se amando muito, mais do que ontem e menos que amanhã.

O homem perfeito - Mírian Warttusch



O sonho de toda mulher é ser amada realmente
Satisfazer sua alma, por inteiro, plenamente,
Achar um bom companheiro, fiel e sempre presente
Dedicado, que nos ame, que nos fale docemente...

Mesmo em nossos maus momentos ele nunca esteja ausente
Nos defenda, nos proteja, seja forte, audaz, valente
Precise de nós, demais, sinta saudade da gente
Tudo nosso lhe interesse, de tudo esteja ciente.

Nos beije com muito amor, seu abraço seja quente
Saiba ouvir e compreender aquilo que a gente sente
Que longe, sinta saudade, muita saudade da gente

Que seu amor seja infindo, e cresça continuamente
Será que tal homem existe? Ou é produto da mente...
Gostaria de encontrar, nem que fosse um somente!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Revelação de amigos



Recebi um e-mail de uma amiga organizando o Amigo Secreto, essa brincadeira tão comum no fim de ano, que mais serve para confraternizar, aproveitando para troca de presentes. Essa amiga faz parte de um grupo de amigos que me foi revelado esse ano, portanto, resolvi escrever sobre isso.

Amigos são sempre secretos, até porque as pessoas nunca nos são desvendadas por inteiro. Com o tempo, a gente vai conhecendo mais de perto, entendendo que suas ações nem sempre condizem com suas palavras, mas continuam amigos e aprendemos a gostar e respeitar mesmo assim, pois são pessoas que tomamos para nós com um enorme carinho. Havendo afinidade, mesmo não sendo por inteiro revelados, se tornam importantes para nós.

Neste ano, se revelaram alguns bons amigos, os amigos do happy hour de sexta-feira, cada qual com seu jeito, sua histórias, nossas afinidades e muitos encontros cheios de revelações e diversões.

Aline. Uma amiga que tenho há um pouco mais de tempo, pela qual conheci e me aproximei dessas pessoas, desses novos amigos. Amiga dedicada, sempre próxima, adora dizer que é a filha mulher que não tive e, talvez por isso me dê tanto trabalho e ao mesmo tempo tanto prazer. Pessoa que muito me ensina e que aprendi a amar, assim, daquele jeitinho meio maluco de ser. De tão maluco, se fez especial.

Dani. Menina que ri e fecha os olhinhos, com o seu jeitinho calado e meigo de ser. Mulher apaixonada por seu marido, batalhadora pela vida e observadora de tudo que acontece à sua volta. Quando está ausente, faz uma falta enorme, até o seu silêncio faz falta. Alguém que tenho um grande carinho que ainda tem muito a revelar.

Fred. Um doce de homem. Um cara alto astral, de alma alegre, sempre disposto a ajudar, extremamente prestativo, pau pra toda obra e a cada encontro revela-se uma nova qualidade. Igualmente apaixonado pela esposa, exímio entendedor de caipiroska e alguém que faz questão de estar sempre presente, oferecendo a todos o seu constante sorriso.

Giu. Essa, desde que a vi pela primeira vez, sabia que a conhecia de algum lugar. E conhecia mesmo! Nos conhecemos num movimento de Encontro de Casais há onze anos atrás e nos perdemos. Agora nos encontramos para não nos perdermos nunca mais. Amiga carinhosa, mãe dedicada, excelente profissional, pessoa sensível, na busca de ser cada vez melhor. Talvez ela não saiba que ela já é o “must”.

Marcolino. (...) (...) (...) Figuraça!!! São tantos adjetivos para uma só pessoa que a gente se perde nas palavras. Inteligente, rápido, sagaz, bem humorado, crítico... Uma pessoa que “só abre a boca quando tem certeza”, porque ele não erra uma, sabe a hora, o local e a pessoa certa, sem nunca constranger, claro. A intenção é sempre a de alegrar. Eu diria que ele é sempre a medida certa e, claro, é muito melhor que Bombril, porque tem mais de mil e uma utilidades.

Marçoka. A grande revelação do ano. Pra mim era apenas uma conhecida desconhecida, uma professora da escola na qual meus filhos estudam. Depois, uma amiga de uma amiga e hoje uma querida amiga pra mim. Mulher alegre, batalhadora, divertida, criativa, alguém que conhece o que significa a palavra amizade em sua íntegra. Dá, independente do que recebe e, hoje, num novo olhar, ela se tornou pra mim muito especial.

Gustavo. O bom menino. Menino mesmo, em roupagem de homem. Coração puro, carinha sempre boa, prestativo, uma paciência com tudo e com todos, ri da vida como um eterno expectador. Sempre bem humorado, só fica sério quando o assunto é moto e construção. E disso ele entende, heim?

Entre tantas revelações que a vida nos traz, essas foram as mais especiais que a vida me trouxe esse ano, que para mim são mais que revelações. São presentes que quero sempre zelar com muito carinho, regando para que essas amizades cresçam, se fortaleçam e dê sempre muitos frutos, excelentes frutos.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Filhos



Algumas pessoas são levadas pela mente coletiva e resolvem ter filhos simplesmente por ser o próximo passo depois do casamento. Muitas vezes, comem a merenda antes do recreio, daí a inconseqüência é ainda maior.

Não é o meu caso. Ter filhos pra mim sempre foi algo a ser planejado, contado os dias, curtir toda e qualquer novidade desde que a menstruação atrasa. Depois que se tem, então, é algo mágico, um presente dos céus. É apreciar a perfeição da natureza, da vida e agradecer sempre.

Minha vontade de ter filhos é algo que existe desde que era pequena. Sempre fui movida pelo sentimento materno com os primos mais novos, cuidando, zelando, protegendo para que nada de mal acontecesse a eles. Meu irmão mais novo chamo de filho mais velho, para se ter uma idéia.

Ninguém tinha mais medo de agulha que eu, mas logo que me casei, eu vivia no laboratório fazendo Beta HCG, pra saber se minha hora mágica havia chegado. Tamanha era a decepção cada vez que dava negativo. Era um sonho de vida próximo a se realizar, acompanhado de uma grande ansiedade.

Dando positivo, foi uma emoção única e a roupagem de mãe imediatamente se vestiu em mim. Vivi cada dia com imenso prazer, comprei muitos livros a respeito de educação e agendas de gravidez. Comecei imediatamente a conversar com meu filho, já atestando sua existência.

Nunca me senti tão bonita, tão inteira, tão irradiante como nas épocas de gravidez. Tudo melhora: o funcionamento do corpo, a pele fica sedosa, o cabelo brilha e cresce como nunca antes. Nossa cabeça não aceita nada que seja negativo e somos levadas por uma onda de positividade que desconhecemos sua origem.

O nascimento é algo indescritível. Olhar aquele ser tão pequeno, indefeso, totalmente dependente de você, chorando, vindo do seu ventre é de uma grandeza tamanha que emociona apenas de imaginar. E o sonho se materializa na sua frente, de uma forma tão divina que esse momento se eterniza.

Engana-se quem pensa que esse sentimento existe apenas no primeiro filho, porque cada gravidez é diferente, cada parto e cada filho, por fim. Em cada época você é uma pessoa diferente também, portanto reage de maneiras diversas, sua maturidade é cada vez maior, porém com a mesma sensibilidade. Então é sempre uma nova expectativa, uma grande novidade.

De repente, esses presentinhos vão crescendo, nos surpreendendo, nos ensinando muitíssimo, se tornando independentes e esse desenvolver é belo. Todos filhos do mesmo pai e mãe, formados na mesma criação, porém cada um com seu jeito de ser, com suas peculiaridades, com suas necessidades, com suas histórias, com suas personalidades que vão se formando pouco a pouco.

Filhos são uma caixinha de surpresa, porque todos os dias nos trazem coisas novas, sempre a somar em nossas vidas. É uma insegurança, uma dúvida, uma saída, um fato, um medo, uma oração, uma frase, um tombo... coisas que nos enobrecem, as quais vamos nos reconhecendo em nossas crias, nos trabalhando para sermos exemplos para eles, afim de que se tornem um dia pessoas de bem.

Ah, o que seria de nós, mães, sem a doce presença dessas criaturas ao nosso redor? Não faço a menor idéia. Tudo que sei é que eles deram sentido à minha vida e me ensinaram o que é o amor de verdade, aquele incondicional.

Mensagem à família - Eugênia Puebla



Na educação de nossos filhos
Todo exagero é negativo.
Responda-lhe, não o instrua.
Proteja-o, não o cubra.
Ajude-o, não o substitua.
Abrigue-o, não o esconda.
Ame-o, não o idolatre.
Acompanhe-o, não o leve.
Mostre-lhe o perigo, não o atemorize.
Inclua-o, não o isole.
Alimente suas esperanças, não as descarte.
Não exija que seja o melhor, peça-lhe para ser bom e dê exemplo.
Não o mime em demasia, rodeie-o de amor.
Não o mande estudar, prepare-lhe um clima de estudo.
Não fabrique um castelo para ele, vivam todos com naturalidade.
Não lhe ensine a ser, seja você como quer que ele seja.
Não lhe dedique a vida, vivam todos.
Lembre-se de que seu filho não o escuta, ele o olha.
E, finalmente, quando a gaiola do canário se quebrar, não compre outra...
Ensina-lhe a viver sem portas.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A vida em movimento



Ontem, assistindo ao Fantástico, fiquei imaginando o quanto o movimento é importante em nossas vidas. A matéria era uma entrevista com Aline Morais sobre o papel que está fazendo na novela Viver a Vida, uma modelo que sofre um acidente e fica tetraplégica.

Eu tenho um amigo tetraplégico que, desde que o conheci, mudou minha vida drasticamente, pra muito melhor, claro. Até conhecê-lo eu nunca tinha parado pra pensar, muito menos agradecer pelo fato de poder me levantar da cama sozinha todos os dias, de poder pegar um copo d’água e bebê-lo sem ajuda de outrem, de me locomover pra todos os lugares, de coçar o nariz, de atender o telefone... de ser independente, não ter limitações físicas.

Temos que ser imensamente gratos pelo simples e fundamental fato de podermos fazer todas essas coisas, atos que muitas vezes nem precisamos pensar para fazê-los, muito menos precisamos nos esforçar para tanto. Imaginem viver essa situação todos os dias e ainda agradecer por estar vivo. Isso é algo realmente superior.

O dicionário cita: em física, movimento é a variação de posição espacial de um objeto ou ponto material no decorrer do tempo. Na filosofia clássica, o movimento é um dos problemas mais tradicionais da cosmologia, desde os pré-socráticos, na medida em que envolve a questão da mudança na realidade. Assim, o mobilismo de Heráclito considera a realidade como sempre em fluxo. A escola eleática por sua vez, principalmente através dos paradoxos de Zenão, afirma ser o movimento ilusório, sendo a verdadeira realidade imutável. Aristóteles define o movimento como passagem de potência a ato, distinguindo o movimento como deslocamento no espaço; como mudança ou alteração de uma natureza; como crescimento e diminuição; e como geração e corrupção (destruição). No universo descrito pela física da relatividade, o movimento nada mais é do que a variação de posição de um corpo relativamente a um ponto chamado "referencial".

A importância dele vai muito além do físico, pois a vida pede movimento o tempo todo. Me atendo ainda no nosso organismo, como é essencial para o bem estar e bem viver a atividade física diária, mesmo que seja apenas uma hora por dia. Fora isso, é fundamental corrermos atrás de nossas metas, nossos objetivos, nos movimentando para que possamos, de fato, chegar lá.

Quando crianças nos movimentamos para nos expressar, não só com a boca, mas para sermos entendidos. E com o tempo vamos aprendendo a nos movimentar para se conseguir o que quer, seja pela lábia, seja pela ação, propriamente dita. E aprendemos rapidinho, sem ninguém para nos dar o significado do que é o movimento ou como fazê-lo. Movimento é algo que carregamos dentro de nós, por toda a existência.

Adolescendo, começam os estudos, os namoros, os grupos começam a se formar. É necessário o ato de estudar, pensar, decorar, escrever, de nos reunir em grupos para conseguirmos boas notas. No namoro, começa um jogo da sedução, da conquista, onde é muito importante fazermos o movimento correto para não perdermos a isca e mais, deixar que o outro se movimente adequadamente até nós. Se não houver movimento, tudo se perde pelo caminho.

E desta forma, vamos nos movimentando por toda a vida. Ele é parte de nós, de nossas vidas. Quantos movimentos provocam grandes e importantes alterações em nosso meio, em nosso mundo? Movimentos feministas, sociais, estudantis, hippie e tantos outros. Que bom! Isso é sinal que não estamos estáticos, parados no tempo.

Apesar que, algumas pessoas, provavelmente sem perceber a importância vital do movimento, encontram-se num estado de inércia. Tudo bem, não deixa de ser um tipo de movimento. Respeito às escolhas à parte, seria muito bom se acordassem e sentissem dentro de si a vontade de mover-se, mudar, alterar o próprio mundo, fazer andar pra frente.

Então, hoje, neste texto, quero deixar uma pequena dica: movimente-se! Sempre. Em prol de algo melhor, por um mundo melhor, para se tornar uma pessoa melhor, para fazer o outro melhor. Não pare nunca! Daqui a pouco, você perceberá que não é necessário nenhum esforço e a sua vida será muito mais ativa e interessante.

Dicas para escrever bem




Recebi esse e-mail e achei bastante interessante para um blog. Pra quem quer aprender, aí vão algumas boas dicas. rsrsrs...

- Vc. deve evitar abrev., etc.

- Desnecessário faz-se empregar estilo de escrita demasiadamente rebuscado, segundo deve ser do conhecimento inexorável dos copidesques. Tal prática advém de esmero excessivo que beira o exibicionismo narcisístico.

- Anule aliterações altamente abusivas.

- "não esqueça das maiúsculas", como já dizia dona loreta, minha professora lá no colégio alexandre de gusmão, no ipiranga.

- Evite lugares-comuns assim como o diabo foge da cruz.

- O uso de parênteses (mesmo quando for relevante) é desnecessário.

- Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.

- Chute o balde no emprego de gíria, mesmo que sejam maneiras, tá ligado?

- Palavras de baixo calão podem transformar seu texto numa porcaria.

- Nunca generalize: generalizar, em todas as situações, sempre é um erro.

- Evite repetir a mesma palavra, pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.

- Não abuse das citações. Como costuma dizer meu amigo: "Quem cita os outros não tem idéias próprias".

- Frases incompletas podem causar.

- Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez. Em outras palavras, não fique repetindo a mesma idéia.

- Seja mais ou menos específico.

- Frases com apenas uma palavra? Jamais!

- A voz passiva deve ser evitada.

- Use a pontuação corretamente o ponto e a vírgula especialmente será que ninguém sabe mais usar o sinal de interrogação.

- Quem precisa de perguntas retóricas?

- Conforme recomenda a A.G.O.P, nunca use siglas desconhecidas.

- Exagerar é cem bilhões de vezes pior do que a moderação.

- Evite mesóclises. Repita comigo: "mesóclises: evitá-las-ei!"

- Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.

- Não abuse das exclamações! Nunca! Seu texto fica horrível!

- Evite frases exageradamente longas, pois estas dificultam a compreensão da idéia contida nelas, e, concomitantemente, por conterem mais de uma idéia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçando, desta forma, o pobre leitor a separá-la em seus componentes diversos, de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.

- Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língüa portuguêza.

- Seja incisivo e coerente, ou não...

(Desconheço a autoria.)

sábado, 21 de novembro de 2009

O homem e a mulher



O homem é a mais elevada das criaturas. A mulher o mais sublime dos ideais. Deus fez para o homem um trono; para a mulher um altar. O trono exalta, o altar santifica.

O homem é o cérebro; a mulher o coração. O cérebro produz a luz; o coração, o amor. A luz fecunda, o amor ressuscita.

O homem é um gênio; a mulher um anjo. O gênio é imensurável; o anjo, indefinível. A aspiração do homem é a suprema glória; a aspiração da mulher, a virtude extrema. A glória traduz grandeza; a virtude traduz divindade.

O homem tem a supremacia; a mulher, a preferência. A supremacia representa a força; a preferência representa o direito. O homem é forte pela razão; a mulher é invencível pela lágrima. A razão convence, a lágrima comove.

O homem é capaz de todos os heroísmos; a mulher de todos os sacrifícios. O heroísmo enobrece; o martírio sublima. O homem é o código; a mulher, o evangelho. O código corrige; o evangelho aperfeiçoa. O homem é um templo; a mulher, um sacrário. Ante o templo, nós nos descobrimos; ante o sacrário nos ajoelhamos.

O homem pensa; a mulher sonha. Pensar é ter cérebro; sonhar é ter na fronte uma auréola. O homem é um oceano; a mulher, um lago. O oceano tem a pérola que o embeleza; o lago tem a poesia que o deslumbra. O homem é uma águia que voa; a mulher, um rouxinol que canta. Voar é dominar os espaços; cantar é conquistar a alma. O homem tem um fanal: a consciência; a mulher tem uma estrela: a esperança. O fanal guia e a esperança salva.

Enfim, o homem está colocado onde termina a Terra. A mulher, onde começa o Céu!!!


(Desconheço a autoria.)

Canção das mulheres - Lya Luft


Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.
Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.
Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.
Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.
Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.
Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.
Que o outro sinta quanto me dóia idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida.
Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo ''Olha que estou tendo muita paciência com você!''
Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.
Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.
Que o outro não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.
Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher.

Twitter


Cada dia encontramos mais ferramentas novas na internet. A última, que está revolucionando o mercado é o Twitter, uma rede social onde os usuários recebem e enviam atualizações rápidas (no máximo 140 caracteres para escrever) para seus contatos, aqueles que seguem você. São (ou melhor, somos) mais de onze milhões de twitteiros em todo o mundo, num período menor que 3 anos.

O Twitter foi criado por Jack Dorsey, um jovem de 32 anos hoje, que desenvolveu esse “SMS da internet” aos seus 29 anos, idéia que teve quando tinha apenas 15 aninhos. Em um curtíssimo espaço de tempo ele se tornou um milionário e é uma das celebridades mais requisitadas do meio hoje para entrevistas.

Jack é, como assume, de poucas palavras. A maioria de suas respostas ao telefone poderia ser "twittada" em 140 caracteres. E esse é um dos motivos para uma das principais características do Twitter: o texto curto. "Com um limite de tamanho, as pessoas são mais espontâneas e instantâneas. A ideia é minimizar os pensamentos."

Twitter é um espaço, para não dizer um serviço, onde as pessoas expressam suas idéias, opiniões e informações, lançam e divulgam produtos. Há relatos de várias empresas que aqueceram suas vendas através dele. É um lugar que você busca informações para qualquer assunto e pode se tornar mais próximo de qualquer personalidade que admire, pois o mundo hoje está twittando. Tudo começa com uma frase: O que está acontecendo? E ali você escreve o que lhe vier no momento.

É claro que muitas celebridades ali, com foto e tudo, como é o caso de Jô Soares, não é o próprio gordinho tão querido e inteligente. Essa semana, conversando com um de seus convidados também twitteiro, ele confessa a Jô que é seu seguidor no Twitter, quando Jô revela que não está lá. É sempre uma decepção, mas sempre encontramos um “suposto quem” que usa imagem e palavras do estilo de algumas celebridades e, para alcançarem maior número de seguidores, usam nome de terceiros, terceiros famosos.

Navegando por ali, você descobre coisas interessantes: muitas dicas (de filme, artigos, moda, livros, produtos e serviços em geral...), agenda de seus artistas prediletos, amigos que você já conhece que aproveitam aquele cantinho para mandarem seu recado (para você e para o mundo), muitos plágios, frases e pensamentos de famosos, novos poetas e escritores, e outras coisinhas muito interessantes.

Portanto, seja qual for a sua área de interesse, comece a twittar agora mesmo no http://twitter.com . Não chega a ser uma ferramenta indispensável, mas é, no mínimo, divertido e interessante, afinal, tem gente querendo saber: O que está acontecendo?

Curiosidades - Ditos Populares - Prof. Pasquale

Um amigo recebeu esse e-mail e achou que era um excelente artigo para postar no blog. Claro que é, pois falamos tanta besteira e, muitas vezes nem sabemos de onde vem.

Como "a casa é nossa", aqui vai uma curiosidade oferecida pelo Fred. Demorou, mas saiu! Valeu, amigo! Acho que todos vão gostar.

Divirtam-se!

 

No popular se diz:
'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho carpinteiro'
Minha grande dúvida na infância... Mas que bicho é esse que é carpinteiro, um bicho pode ser carpinteiro???
O correto é: 'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro'
Tá aí a resposta para meu dilema de infância!

'Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão.'
Se a batata é uma raiz, ou seja, nasce enterrada, como ela se esparrama pelo chão se ela está embaixo dele?
O correto é: ' Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão.'

'Cor de burro quando foge.'
Esse foi o pior de todos! Burro muda de cor quando foge??? Qual cor ele fica??? Porque ele muda de cor???
O correto é: 'Corro de burro quando foge!'

Outro que no popular todo mundo erra: 'Quem tem boca vai a Roma.'
Bom, esse eu entendia, de um modo errado, mas entendia! Pensava que quem sabia se comunicar ia a qualquer lugar!
O correto é: 'Quem tem boca vaia Roma.' (isso mesmo, do verbo vaiar e esse dito veio de Roma!).

Outro que todo mundo diz errado, 'Cuspido e escarrado' - quando alguém quer dizer que é muito parecido com outra pessoa.
O correto é: 'Esculpido em Carrara.' (Carrara é um tipo de mármore) - Caramba! Esta é de doer!!!

Mais um famoso.... 'Quem não tem cão, caça com gato.'
O correto é: 'Quem não tem cão, caça como gato.... ou seja, sozinho!'

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Rudia e Pelota



Era uma vez duas mocinhas, por volta de seus 15 anos de idade, amigas inseparáveis, Rudia e Pelota. Foram assim nomeadas por um amigo em comum, devido ao corpinho rechonchudo, cheio de curvas que as duas tinham nessa terra tão cheia de duplas sertanejas.

Rudia era grande amiga do primo de Pelota e assim se conheceram e traçavam vários planos juntas, iam a todos os lugares juntas, só viajavam juntas e uma não fazia nada sem antes comunicar ou chamar a outra. Natal, Réveillon, Carnaval, férias e aniversário eram datas que elas jamais passavam separadas.

Viviam conversando sobre os pretendentes, confabulando, sonhando, se abraçando, rindo muito... esses comportamentos típicos de adolescentes.

Não estudavam na mesma escola, mas passavam as aulas mandando bilhetinhos uma pra outra, contando todos os minutos, todos os detalhes do tempo em que passavam distantes. E não viam a hora de se encontrar pra poderem trocar os papeizinhos e colocarem a conversa em dia.

A relação era invejável mostrando a quem quisesse o quanto aquela amizade era bonita e verdadeira. Faziam planos de crescerem juntas, envelhecerem juntas e ficarem juntas, até que a morte as separasse. Lindo como cena de novela!

Pelota era apaixonada pelo irmão de Rudia. O primeiro namorado de Rudia morava no prédio onde residia Pelota. Os destinos pareciam estar para sempre entrelaçados. Anos se passaram e o amor que tinham uma pela outra só aumentava, elas ficavam cada vez mais cúmplices e companheiras.

Até que um dia, num Carnaval de cidadezinha de interior, Pelota achou que o paquerinha dela estava dando em cima de Rudia e que, pior, Rudia havia “ficado” com ele, em pleno Carnaval de rua, na frente de todos.

Rudia estava na casa dos avós de Pelota, que acusava dura e cruelmente sua suposta amiga de traição, usando palavras agressivas e destilando seu veneno e ignorância, coisas que ferem e deixam marcas eternas.

Ali se desmoronava um castelo que, então descoberto, era de areia. E Rudia, depois de tanto se explicar, até colocar o coitado do rapaz para se “confessar” diante da amiga, nunca mais falou ou viu sua amiga de tantas jornadas.

Depois de muitos anos, Pelota foi fazer faculdade em outra cidade e por lá ficou cinco anos. Rudia também seguiu seu caminho, mas não saiu da cidade e do contato das pessoas que tantas vezes comungaram os momentos de alegria daquelas grandes amigas.

Não sei como era com Pelota, mas Rudia sentia uma dor grande pela perda daquela amiga incomum. Chorava de saudades, pois tudo que restara era uma caixa cheia de bilhetes, cartas e as lembranças de excelentes momentos vividos, divididos com muito carinho e dedicação.

Mas nada como o tempo, o melhor remédio para curar as feridas que a vida nos abre. Ele também deixa vir à tona, nos mostra as verdades que muitas vezes ficam escondidas numa caverna escura e distante, onde só vai quem quer.

Certa vez, Rudia faz uma viagem e faz amizade com uma mocinha que conheceu Pelota, estudou e conviveu com ela, na tal cidade onde ela foi estudar. Esta menina contou a Rudia que conhecia a história das duas e que Pelota tinha tanta raiva de Rudia que se recusava até a pronunciar o nome dela. Quando o fazia, ao invés do nome, a chamava de Pseuda.

Rudia ficou muito triste, contou sua versão da história, mas no fundo ficou feliz, pois sentiu naquele momento que Pelota ainda não a havia esquecido. Por isso, falava tanto de Rudia, mesmo que parecesse ter ódio no coração.

Mais algum tempo se passou e, num momento de nostalgia, Rudia resolveu escrever uma carta para Pelota, se desculpando até pelo que ela não tinha feito, contando o quanto a amiga ainda era importante em sua vida. Sabia que não haveria resposta, mas se sentiu mais feliz em poder deixar falar o coração abertamente.

Isso não foi o suficiente para Rudia saciar a sede que tinha da amiga. Resolveu então ir de surpresa numa manhã, esperar a amiga acordar e dar de cara com ela na sala. Foi lindo! As duas se abraçaram muito, se beijaram, disseram do amor que sentiam uma pela outra, o qual nunca havia acabado. Aproveitaram para se inteirarem um pouco do tempo que estiveram afastadas e mataram uma lasca da saudade que tinham.

Rudia foi embora, imensamente feliz por ter revisto sua amiga que no passado foi tão querida. E a partir dali, nunca mais foi a mesma, porque conseguiu aprender com aquela história muitas coisas importantes.

Sua alma estava lavada, pois entendeu que mais importante do que a amiga perdoá-la, mesmo que fosse por algo que ela não fez, era perdoar a amiga por ter desconfiado dela, de seu caráter, sua índole. Entender que toda a dedicação, o carinho, os momentos divididos valeram a pena porque foram feitos com amor, puro e verdadeiro. E isso existe para ser doado, oferecido, independente de quem seja.

Rudia hoje sabe que não necessariamente o que é bonito, é de verdade, afinal, as aparências sempre enganam. Sabe agradecer por tudo o que a vida lhe traz, porque entende que tudo é transitório e que tudo tem uma razão de ser.

Ontem, Rudia esteve com Pelota. Pelota continua sendo a pessoa vazia e cruel que a amiga nunca enxergou. Não mudou nada. O tempo só lhe trouxe mais idade, porém pouco amadurecimento.

E Rudia... olhou pra ela com muito carinho... cumprimentou-a com um forte abraço... e não sentiu absolutamente nada. Modéstia à parte, saiu com a certeza de que Pelota, na verdade, era um fruto de sua imaginação e que sua vida está e sempre esteve muito além.

Desafios - John Colombus Taylor



É freqüente nos depararmos com desafios que à primeira vista parecem intransponíveis. Eles estão aí justamente para nos ensinar que tudo é possível na corrente ilimitada da vida. Cada obstáculo e desafios vencidos nos levam a conhecer o potencial de nossa capacidade, desenvolvida através do amor pela vida.

Receba cada desafio como uma bênção e mostre que você está pronto para crescer. Mesmo nos aparentes momentos de derrota, há sucesso, pois quando acontecem, nos permitem reconhecer quais comportamentos impedem a realização de nossos objetivos.

Não estabeleça juízos a partir dos resultados de suas tarefas, tampouco critique seu desempenho a partir delas. Ao invés disso, alegre-se pela beleza de estar em um processo contínuo de conhecimento do Universo.

Seja grato pelos desafios que surgem em sua vida. Eles são manifestações da alma, que anseia libertar-se de limitações.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Um dia por vez - 18/11/09 - Novo setênio



Mais um ciclo se reinicia! Para os antroposóficos, segundo uma amiga, estou finalizando um setênio e recomeçando outro. De sete em sete anos fechamos uma fase e reiniciamos outra, fazendo mudanças em nossas vidas e dentro de nós.

Foi engraçado ela me explicar essas coisas, porque eu me sinto exatamente assim. É como se ela fosse falando e eu fosse me reconhecendo em cada palavra. Recomeça uma nova vida pra mim esse ano, quando começo a traçar novas metas para minha vida, novas e importantes escolhas. É como se eu dormisse uma criança e acordasse uma mulher, inteira, forte, cheia de garra e vontades novas. Claro que com uma pitada especialíssima de adolescente, já que sou uma desde sempre.

É uma mistura de alegria com responsabilidade, de amor com assertividade. É como se não coubesse mais em minha vida aquela minha falsa bondade de aceitar as coisas por uma piedade idiota. A hipocrisia, mesmo a disfarçada, passa a ser inaceitável e se faz necessária uma postura de posicionamento inteligente, impedindo que a maldade e a inveja toquem no que há de mais importante pra mim.

Não que eu esteja me tornando alguém mais dura ou cruel, mas é que começo a entender o que é de fato o amor e a bondade, com suas peculiaridades, entendendo que o amor só é sadio e verdadeiro se for para um bem comum e um bem maior.

Pois que venha essa nova vida, essa nova fase, os novos desafios que me façam evoluir e me tornar alguém melhor a cada momento, a cada dia.

De anteontem pra ontem tive crise de ansiedade, não conseguia dormir e tremia mais que vara verde. Tudo por causa do meu aniversário, do novo ciclo, desta data sempre tão esperada por mim. O que me veio na mente é que eu estava lutando para nascer de novo. Acordei com uma linda e farta sexta de café da manhã, pressagiando coisas maravilhosas para esse novo ciclo.

No trabalho, dois amigos me levaram presentes e foram me felicitar pessoalmente. Minhas funcionárias, braços direito e esquerdo, vieram com presentes embalados em cartõezinhos de aniversário escolhidos a dedo. No Orkut e no e-mail não paravam de chegar mensagens com palavras lindas, meu telefone não parou de tocar um minuto, com pessoas tão queridas me demonstrando tanto carinho. Como é bom fazer aniversário!!!


À noite, ofereci aos meus amigos uma pizzada. Era só para amigos mais chegados, ou aqueles que têm lugar especial no coração. Claro que faltaram alguns por motivos de distância, doença e até posicionamento. Mas estavam lá mais de setenta pessoas, todas que amo muito e são especialíssimas pra mim, todas de imensa importância em minha vida.

Pessoas alegres, festejando meu aniversário, me enchendo de mimos, elogios, carinhos, palavras deliciosas e presentes. Foi uma noite extremamente agradável, com direito a serenata surpresa.

Sou grata por esses momentos de poder estar com pessoas que fazem a diferença na minha vida, conversarmos, rirmos. Ações valem mais que palavras e estavam todos ali, em plena terça-feira, se unindo a mim e aos meus com tanta alegria e entusiasmo. Eu me senti radiante, imensamente feliz.

O que se leva da vida são esses momentos tão únicos, tão especiais. É notório o amor que exala na minha vida, entre minha família e meus amigos.

Vale tudo em nome do amor! E eu, ser que tanto amo, quero ter a competência de, no mínimo, saber amar, me deixar amar e viver cada dia mais feliz!

O que for pra ser, com toda certeza, será! Então, venha. Estou pronta.

Metade - Oswaldo Montenegro



E que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio,
Que a morte de tudo que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que eu canto
Seja linda, ainda que entristeça
E que a mulher que eu amo
Seja pra sempre amada, mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
E a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor, apenas respeitadas,
Como a única coisa que resta a um homem
Inundado de sentimentos.
Porque metade de mim é o que eu ouço,
Mas a outra metade é o que eu falo.

Que essa minha vontade de ir-me embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço,
Que essa tensão que me corroe por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que penso
E a outra metade é o que calo.

Que o medo da solidão se afaste,
Que convive comigo mesmo,
Se torne, ao menos, suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância
Porque metade de mim
É a lembrança do que fui
E a outra metade... eu não sei!

Que seja preciso mais que uma simples alegria
Para me aquietar o espírito
E que teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é a briga,
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta,
Mesmo que ela não saiba,
Porque é preciso simplicidade
Para fazê-la florescer.
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é Amor
E a outra metade... também!!!