sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Aos adorados "Anônimos"


Hoje resolvi escrever sobre os Anônimos, esses (ou essas) que deixam comentários no blog e não assinam. Fico imaginando o motivo que faz essa pessoa se manter oculta: por timidez, por covardia, por respeito a mim ou a ele próprio, por não ter conseguido assinar (deu erro na página), por ter algo a esconder, por não querer revelar seus sentimentos ao público, por constrangimento, por saber que alguém que conhecemos em comum pode ler e fazer juízos... são tantos os motivos.

Não me importo com nenhum e ainda respeito todos eles. Afinal, “cada um com seu cada um”! Adoro receber os comentários, sejam eles anônimos ou não, e saber que tem gente que lê e interage comigo. Gosto de ver que há comentários de todas as formas: concordando, discordando, distorcendo o que eu disse, pedindo mais de mim, sugerindo mais mistério ao meu respeito, diferentes pontos de vista para uma mesma questão, comentários solidários, outros incentivadores... todos muito especiais. Isso torna tudo mais gostoso e motivante, me atiçando a escrever mais e mais.

Então, o que escrevia para mim, sem pretensão, começa a mudar, porque tem pessoas visitando, lendo, participando. Além dos comentários deixados na página, recebo muitos (muitos mesmo) e-mails e algumas ligações. Obrigada, pessoas! Esses tempinhos que vocês tiram para ler minhas bobagens são muito preciosos pra mim. Eu fico extremamente feliz e grata.

Quando recebo o comentário de um Anônimo provoca “coisinhas” em mim, me dá até um friozinho na espinha, porque dá vazão aos mistérios e as minhocas que moram na minha cabeça, por sinal muito funcionais, começam a imaginar, tentar responder tantos questionamentos. Fico imaginando se é homem ou mulher, analisando a escrita de cada um, o ortografia, a forma, as palavras, a simplicidade, a cultura, o sentimento daquela pessoa depois de ler o texto... e quando penso que sei, até fico me perguntando o que a pessoa quer me dizer com seu registro.

É engraçado porque alguns Anônimos, só o são para terceiros, mas eu sei exatamente quem é. E até vejo o rosto da pessoa me dizendo com tal entonação. Sim, porque como já disse, a escrita é uma marca que você tem e que você deixa. Mas esse anonimato deixa um fetiche no ar e provoca em mim uma enorme interrogação (ou várias), abre espaço para mais assuntos e muitos textos, claro.

Vocês devem estar me achando uma boba ao analisar dessa forma uma coisa que nada é, simplesmente um comentário anônimo. Mas eu te pergunto: qual é o seu sentimento quando você recebe uma carta de amor assinada por alguém que você ama? E se você recebesse essa mesma carta, sem assinatura???... Causa sim vários questionamentos e você acaba viajando pelo vasto e intrigante mundo da imaginação.

Aos que assinam, claro, tanto melhor. É muito bom saber de quem vem e porque vem. Além do mais, me dá a chance de responder. E aos que não se identificam publicamente, cuidado, eu posso saber quem você é. E descobrindo, vou adorar! Teremos muito para conversar e nos conectar ainda mais.

Sei lá - Vinícius de Moraes




“Tem dias que eu fico pensando na vida
E, sinceramente, não vejo saída.
Como é, por exemplo, que dá pra entender?
A gente mal nasce, começa a morrer;
Depois da chegada vem sempre a partida
Porque não há nada sem separação.

Sei lá, sei lá...
A vida é uma grande ilusão!
Sei lá, sei lá...
Eu só sei que ela está com a razão.

Ninguém nunca sabe que males se apronta
Fazendo de conta, fingindo esquecer
Que nada renasce antes que se acabe
E o sol que desponta tem que anoitecer
De nada adianta ficar-se de fora
A hora do sim é um descuido do não

Sei lá, sei lá...
Eu só sei que é preciso paixão!
Sei lá, sei lá...
A vida tem sempre razão.

Sei lá...
Sei não...”

Desde que começou a novela Viver a Vida, de Manoel Carlos, fico todas as noites pensando o quanto essa música pequena e singela é tão profunda e nos leva a pensar na vida. Eu, apaixonada por Música Popular Brasileira, viajo logo por sua letra e melodia.

Quanta sensibilidade da equipe para colocá-la tão encaixada, tão certa, fazendo o par perfeito com o nome da novela. Não foi surpresa quando descobri essa semana que ele tem uma equipe de 8 pessoas, todas mulheres, e se encontram semanalmente num restaurante do Leblon para conversarem sobre a novela e ali trocarem suas figurinhas. Tinha que ser coisa de mulher!!! Sinal de que ele sabe o que faz e como faz. Feeling e competência!

Aliás, que trilha sonora! Que fotografia! Que atores! Costumo dizer que ele não faz novela, e sim pinta quadros que conseguimos ver na telinha. Daqueles que a gente vê enorme e imponente na galeria e passamos horas ali tentando entender cada cor e cada movimento do pincel do grande artista. Essas telas que nos fazem chorar, rir, refletir... nos emocionam de fato. E as novelas do famoso Maneco são assim, estão sempre inundadas de histórias da vida real, ora felizes, ora doloridas, porém sempre belas, e pra ficarem ainda melhores, regadas às músicas de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, escolhidas a dedo.

Mas, voltando à música, imagino Vinícius e Tom sentados no barzinho de sempre, embalados a alguns bons goles de uísque e acompanhados de um pedacinho de papel, caneta e violão, olhando a rua, as pessoas, o mar... filosofando sobre a vida e trasnformando-a em marcantes canções. Muitas vezes sentados no Bar Vilariño, no centro do Rio de Janeiro com muita gente em volta apreciando, admirados, e eles...? Nem aí pra ninguém! É como diz uma das músicas de Tom Jobim que diz: “Um cantinho, um violão, este amor e uma canção pra fazer feliz a quem se ama. Muita calma pra pensar e ter tempo pra sonhar...”

Entre tantas noites de boemia, nas rodas de grandes artistas e grandes músicos, em lugares simples, nasceu essa música Sei lá. E não sabemos mesmo! Somos, ora figurantes, ora expectadores, mas estamos sempre observando o rio da vida, a forma como as coisas são e como acontecem. Ficamos pensando em todos os “porquês” e nunca conseguimos achar as respostas que tanto queremos.

Acreditamos tanto nos nascimentos de pessoas, de amores, de amigos, de projetos... colocamos ali tanta dedicação, carinho e, muitas vezes, morremos na praia, pois imaginamos que era real, que daria algum futuro, que seria eterno. De tanto observar, o poeta escreveu “que seja eterno enquanto dure”. E, sem mais nem menos, se acaba, nos separamos, nos desligamos, mudamos o rumo e sentimos a morte em nós, muitas vezes acompanhada de uma dor estancada no peito.

Sofremos, choramos, quase nunca deciframos a situação, mas seguimos em frente entendendo que tudo não passou de ilusão, de uma criação nossa, baseada numa forte vontade do novo nascer e permanecer ali, para sempre. Com uma boa dose do melhor remédio - o tempo, continuamos sem entender, mas já conseguimos aceitar e até somos gratos por ter sido assim, pois o melhor acontece para todos. Nos damos conta que a vida é um ciclo, onde tudo se repete, e que todo fim é a promessa de um perfeito renascer.

Nos dedilhados de um gostoso e afinado violão, refletimos sobre os ataques que sofremos e fazemos, perceptivelmente ou não, fazendo de conta que nada aconteceu.

E a vida vai passando, o sol sai de cena para que a lua brilhe incansavelmente (afinal, cada um tem seu espaço e tempo para brilhar), e nós continuamos levando a vida (ou ela nos levando), fazendo o que podemos (muitas vezes, até o que não podemos), mas seguindo adiante.

Mas, uma coisa é certa: para viver a vida de verdade, com o gosto que a vida merece, é preciso paixão. Estar apaixonada por essa vida que nos emociona, nos faz crescer, nos surpreende a cada momento, nos encanta... e por tudo mais que a envolve, tudo que ela nos traz, com tanta sabedoria e complacência.

É... Sei lá. Eu também não sei! Quanto mais eu penso, mais concordo com nossos poetas... a vida tem mesmo suas razões!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Vida Conciliada



Uma amiga me pediu para que eu escrevesse sobre como a mulher poderia fazer para conciliar trabalho, filhos, marido, lazer... e continuar de carinha boa e feliz. A maneira como faço no meu dia-a-dia, eu já contei no texto que escrevi chamado Um dia por Vez – O tempo. E dar a receita é pretensão, afinal, minha vida é completamente diferente do resto do mundo, envolvendo pessoas diferentes, lugares diferentes, caminhos diferentes, ideais diferentes... impossível dar a fórmula!

Na verdade, não me preocupo tanto com isso não. Creio que a coisa é meio assim: a gente liga o piloto automático e “se vira nos 30”. Quando acontece, a gente acode, dá um jeitinho, recorre a alguém, ou simplesmente aprende a dizer não.

O grande problema é que nós, mulheres, achamos que somos obrigadas a dar conta de todo o recado com a máxima perfeição. Temos em mente a Mulher Maravilha e, como já citei em outras publicações, estamos sempre nos comparando com alguma outra mulher que dá conta e pensando: “Se ela dá conta, eu também tenho que dar”. E dá-lhe cobrança!

Isso sim gera cansaço, mau humor, ansiedade, porque o grande chavão da vida é que ninguém é igual a ninguém. Somos seres únicos e “Deus só dá o frio conforme o cobertor”. Aquela história, aquela vida, foi designada a nós e, se foi, você impreterivelmente dá conta do recado, de um jeito ou de outro.

O que esquecemos é que não somos e nem temos que ser a Mulher Maravilha, aquela que resolve todo e qualquer problema que apareça e ainda tem forças para fazer pose e sorrir. Recebi um e-mail que dizia que o bom mesmo é ser a Chapezinho Vermelho, que vive cantarolando e ainda é comida pelo Lobo Mau. Adorei isso! As mulheres estão esquecendo que somos o Sexo Frágil, mesmo que, inconscientemente, queiramos nos igualar aos homens. Aliás, por que isso, heim? Esse pensamento resulta em muitas frustrações, porque é “cada macaco no seu galho”, cada um no seu papel.

No texto da Martha Medeiros, Miss Imperfeita, ela retrata muito bem essa realidade da mulher e achei o nome uma escolha extremamente feliz. Se você concilia tudo, já está de parabéns, já é vitoriosa, já se mostrou capaz (mostrou para você mesmo, porque aos outros pouco importa).

O mais importante é você estar focada em você. Não abrir mão de fazer as coisas que mais gosta. Se você não faz, vem o stress e outras doenças psicossomáticas! Quando estiver se sentindo feia, vá ao salão, compre uma roupa nova, um sapato novo. Quando estiver se sentindo gorda, não pare de comer (se fizer isso, vai entrar em parafuso de vez!), mas compense com atividades físicas, vá pra uma academia, ver gente bonita, ter estímulo para ficar com o seu corpo legal também. Não tem dinheiro pra isso? Vá correr na rua. Nada como o sol do amanhecer e o vento no rosto para nos revitalizar. Sem contar o monte de “inas” que serão liberadas no seu organismo que te darão disposição para o dia todo. Sempre tem uma saída! Basta querer.

E vou te contar um segredo: essa mulher sabe-tudo, resolve-tudo não está com nada, viu? Falo por experiência própria! A gente se descabela pra resolver tudo (geralmente coisas para os outros) e ficamos esquecidas e infelizes numa caverna distante, sem o menor reconhecimento. Ainda vai encontrar alguém pra te dizer: “não fez mais do que a obrigação”.

E se quer se mostrar assim para qualquer homem, fatalmente não dará certo. Mulher foi feita pra ser delicada, frágil, ser cuidada, paparicada... Se puder, às vezes, ser forte, decidida, ótimo. Mas só se puder e às vezes. Homem está correndo de mulher autosuficiente. Eles ficam assustados e correm. Ou correm ou ficam mansos, afinal, ‘para que resolver se minha mulher resolve tudo’? Você não quer isso pra você, quer? Não queira!!! Rsrsrs...

Então, amigas, mulheres, conhecidas ou desconhecidas, vivam a vida mais leve, mais despreocupadamente, porque, com toda certeza, você só dará conta do recado se estiver mais atenta a você, em primeiro lugar. Se não der para fazer hoje, faça amanhã. E se você morrer do coração e não houver amanhã? O mundo não vai parar por causa disso e logo vão arrumar alguém para fazer o que você não fez. Calma! Vai dar tudo certo, porque tudo sempre dá certo no fim.

Portanto, preocupe-se com o seu coração, com sua saúde, com o seu bom humor, com a sua aparência, com o seu estilo de vida e viva muitos e muitos anos. Mas se morrer, também não se preocupe. Você não vai estar aqui para ver quem colocaram no seu lugar e, além do mais, você vai saber que, pelo menos, viveu uma vida feliz, da qual você ainda terá grandes motivos para se orgulhar.

Miss Imperfeita - Martha Medeiros



"Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!
E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora.
Você é, humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Três dias.
Cinco dias!
Tempo para uma massagem.
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Para engravidar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante."

Comunidades do Orkut



Estava dando uma organizada na minha página do Orkut e entrei nas minhas comunidades. Essas que falam da gente e pela gente, muito mais que o próprio perfil. É através das comunidades que você diz quem é de fato, do que gosta, quais idéias compartilha e descobre que você não é a única louca no mundo.

É através delas também que você manda alguns recadinhos para alguns amigos (ou amigas), de forma que não fique declarado demais. E o amigo sempre sabe que é pra ele, porque a carapuça sempre serve. Impreterivelmente ele reconhece. Afinal, sempre sabemos quem são os orkuteiros de plantão, mesmo que eles teimem em dizer que quase nunca entram ou ficam ali, observando tudo ocultamente.

Então, passeando pelas comunidades, resolvi escrever sobre algumas comunidades que são, no mínimo, hilárias. As descrições “ganham” qualquer um e você acaba entrando, uma forma de prestigiar a criatividade de quem fez. Relaciono algumas abaixo e me desculpo pelos erros que por ventura houverem, mas quem escreveu, escreveu:

- Hein?! - Você não entende como tem gente que gosta de assistir Zorra Total? Você não entende porque motorista de ônibus deixa a unha do dedinho comprida? Você não entende porque aquele seu amigo tem um bafo insuportável e ninguém fala nada? Você não entende como tem gente que encara 9 horas de congestionamento pra descer pra Santos na virada do ano e 'ver os fogos'? Você não entende as metáforas do Lula? Você não entende...

- Capim é pra cavalo - Para todos que entendem que uma picanha vale mais que mil alfaces. Não passarei a vida comendo agrião visando o não-entupimento de uma coronária. Afinal, é muito mais fácil eu morrer atropelado na próxima esquina.

- Meu cabelo me odeia - Guerra ao meu cabelo! Será que ele tem jeito? Você fica pensando antes de sair, qual será o melhor penteado, será que tem solução?

- Quer privacidade? Sai do Orkut! – (meio óbvio, né?) Resolvi criar essa comunidade como uma forma de protesto. Estou de saco cheio de gente que entra no orkut, critica, mas não sai de jeito nenhum. Como entender isso? Privacidade não se tem numa rede, quem está no orkut vai aparecer.Isso não significa ter que colocar tudo que acontece consigo aqui e tal, mas haverá alguma exposição, algo inevitável, uma vez que, faz parte dele, não há como... Ficam passando lição de moral com explicações patéticas. Entrou na rede, apareceu! Se você também não agüenta mais essas pessoas, entre nessa comunidade!

- Eu não sou fresca... E AGORA?! - Comunidade para mulheres sem frescuras, que abrem potes de palmito, matam baratas e trocam lâmpadas, mas que também querem ser tratadas como damas, porque acima de tudo somos muito finas!

- Onde é a casa da mãe Joana??? - Onde é a Casa da Mãe Joana? E quem é Zé Ninguém? Quando é o dia de São Nunca? Quem roubou pão na casa do João? Alguém já achou as botas de Judas? Onde come um tb comem mil????? Lugares e pessoas que nunca ninguém viu. Mas existem.

- Eu tomo banho pelado!!! E você??? – (dispensa comentários, né?)

- Eu não sei se eu vi... - ...se eu sonhei, ou se alguém que me contou". Esta comunidade é feita para pessoas perdidas/desligadas que, assim como eu, vira e mexe se questionam da veracidade do que elas próprias falam.

- Odeio cabelo no sabonete - Para todos aqueles que sofrem com o pesadelo de ter que tomar banho com aquele sabonete encabelado! Vamos contar nossas experiências e traumas de banho que sempre têm um só motivo. O famoso cabelo!

- Sai fora ô sem noção - AMIGOS, DIGNIDADE JÁ!!! Vamos nos unir para abolir da humanidade: - aquele cara que chega em vc na balada e diz: "Não sabia que boneca andava..."; - aquele que vem te xavecar cheirando Avanço vencido; - aquela mina que liga 20 vezes e desliga quando vc atende...achando que vc não sabe quem tá ligando; - aquele cara que acha legal usar regata mesmo tendo pêlo nas costas; - aquele amigo pegajoso que fala cuspindo; - aquela mina que vc tá pegando há meses e até agora não liberou.

- Vem pro Iraque que tá bombando – (haja criatividade e humor negro!!! Rsrsrs...)

- Essa ansiedade ainda me mata! - Sou o diretora(o)-presidente dessa empresa chamada Mim. Aqui, nela, quem manda sou Eu. E quem obedece, também. Acontece que sou rebelde: tem dias que Eu entra em rebelião, e nem quer saber de Mim. Fato!

- Sou legal, não to te dando mole - Não é um saco quando você é legal com alguém, a pessoa já pensa que você tem segundas intenções, começa a te tratar diferente e fica até "se achando"? Quando seu jeito atencioso e carinhoso sem querer conquista alguém carente, e o resultado pouco tempo depois é uma declaração de amor que você nem esperava ou tinha intenção de ouvir? Ô mania desse povo de confundir suas atitudes e os sentimentos! dê um basta aqui, diga, "eu sou legal, adoro bater papo, abraçar, dar atenção, sorrir, mas calma ae, não tô te dando mole!!!"

- Todo avião tem pneu - Cinturinha de Inhá-Benta??! Dobrinhas à mostra??!Gordurinhas localizadas?????? SIIIMMMMM!! Afinal TODO AVIÃO TEM PNEU!!! Comunidade pra todos que convivem bem com seus "pneuzinhos"! Ps.: O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE: NESTE VERÃO, ENXUGUEM BEM O CORPO... POIS ÁGUA ACUMULADA NOS PNEUS, PODE CAUSAR DENGUE!!! UAHAUHAUAUAUAH!

- Cadê o BOM SENSO meu Deus?? - Seu cunhado coloca uma foto da barriguinha de chopp no orkut e acha que está sexy? Vc passou na rua e viu uma garota com mais de 100kg, piercing no umbigo, TOP e mini saia pensando que tá gostosa? Seu amigo queria discutir política e não sabia nem o nome do Presidente? Se vc não se conforma com a falta de bom senso de certas pessoas esse é seu lugar!!! Todos temos nossos momentos de insanidade, mas.. tem gente que exagera!!!!

- Eu moro ao lado do meu vizinho – (Ah! Jura??? Quanta coincidência! Eu também!)

- A fada do dente me deu o cano - Esta fada do dente é a maior caloteira, ela roubou meus dentes de leite me prometendo grana, passeios,chocolates e tudo mais. só que essa ladra FDP, sumiu pro inferno e nunca veio me pagar o que me deve; se vc tambem foi uma vitima dessa fada caloteira,ladra sem vergonha, entra ai e manda seu recado pra essa fada safada... vamos pegar esssa vadia enganadora de crianças enocentes..kkkkkk....

- Fico acordado (a) até dormir – (hummm... que coisa, heim?)

- Por onde a Hello Kitty come??? – (você nunca tinha pensado nisso, garanto!)

- Falei “de nada” sem “obrigado” - se já pagou esse mico durante o término de uma conversa onde você, por instinto ou intuito ou mesmo por sono, soltou um "de nada" e logo percebeu que a pessoa não havia te dito obrigado(a)... terrível não?! mas acontece... culpa do excesso de educação... as vezes é melhor esperar um pouquinho e dar só um singelo tchau !!!

Essas são apenas algumas do mar de comunidades, porém há tantas outras, as quais ainda não descobri. Então, fiquei pensando na criatividade dessas pessoas que bolam esse tipo de coisa. Podiam aproveitar esse dom para trabalharem com publicidade. Talvez conseguissem se destacar no meio.

E hoje resolvi publicar esse texto, já que o assunto em pauta é a internet. Garanto que muitos vão ficar curiosos em procurar mais comunidades divertidas e, se acharem, por favor, me avisem. Será um prazer participar!

Internet - proximidade ou distanciamento?


Há quem diga que a internet distancia as pessoas. Defendem essa tese porque acham que os relacionamentos ficam muito impessoais, frios, distantes... quando se percebe, você não mais está em contato com a pessoa em si, mas está íntimo de uma tela de computador. Dizem até que é uma tremenda perda de tempo.

Eu respeito quem pensa desta forma, mas discordo em gênero, número e grau. Sou totalmente a favor e apaixonada pela tecnologia e acho que internet é a maior invenção/descoberta dos últimos séculos, sem sombra de dúvidas. É claro que tem sim o seu lado negativo, assim como tudo nessa vida tem. Mas procuro sempre ver o lado bom e usufruir, claro.

Acho que a internet aproxima muito as pessoas. Primeiro, pelos diversos chats e programas de comunicação sem custos adicionais disponíveis na rede, como Messenger, Skype e tantos outros existentes pelo mercado. Você conversa com a pessoa de qualquer lugar do mundo em tempo real, vendo-a pela webcam, o que faz diminuir muito a saudade. Não é como estar com a pessoa, abraçá-la, sentir o seu cheiro, mas já é um grande alento ao coração.

Segundo, pelos e-mails. Tem gente que não tem saco ou tempo para ler aquela infinidade de e-mails que lotam nossas caixinhas diariamente. Prefere só os e-mails pessoais. Eu já gosto bastante, de todos, seja lá qual for o modelo. Sempre que posso passo horas lendo mensagens lindas, bem elaboradas, que mexem com os sentimentos, me fazem refletir sobre a vida, com os quais muitas vezes me emociono. As divertidas também me dão excelentes momentos de descontração e boas risadas. As correntes costumo deletar porque não acredito nessas coisas, a não ser que tenha nela uma mensagem que seja interessante. Aí, está valendo. E costumo ficar atenta às mensagens de utilidade pública, como dicas de algum produto, alimentação, segurança, etc.

Terceiro, pela agilidade que a internet te dá. Já pensou quanto tempo levava para se ter um documento do Chuí no Oiapoque? Hoje não, é tudo bem rapidinho, acompanhando a velocidade que o mundo dos negócios exige. Eu dependo inteiramente da internet pra quase tudo no meu trabalho. Fico online o dia inteiro e, quando não estou em frente ao meu computador, tenho a internet pelo meu celular, que também é rádio. Ou seja, sou uma pessoa completamente high tech e estou à disposição de quem quiser full time, com muito orgulho.

Percebo que muitas pessoas compactuam comigo no jeito de pensar, pois sempre (sempre mesmo) recebo e-mails de agradecimento, devido aos lindos e-mails que envio, ou mesmo gargalhadas com comentários por alguma mensagem de sacanagem. Confesso que já recebi, vez ou outra, alguém pedindo pra que eu não lotasse sua caixinha de trabalho. Por isso, sempre que pego e-mail de alguém, pergunto antes de quanto em quanto tempo ela abre seus e-mails e se posso mandar mensagens de que tipo e com que intensidade. É uma questão de respeito, claro.

Mesmo que eu não tivesse tempo, ou não gostasse, acho que não teria coragem de pedir para a pessoa não me enviar e-mails, porque quando você envia um e-mail pra alguém, mesmo que não seja pessoal, você está dizendo a ela que está se lembrando dela, de alguma forma, que dentre tantas pessoas, ela foi escolhida para receber aquele e-mail. É uma forma de mostrar deferência.

Além do mais, creio que a internet é também uma grande aliada dos tímidos de plantão. O número de namoros e casamentos provenientes da rede aumenta a cada dia e as emissoras de televisão não cansam em exibir esses casos, dos mais inusitados possíveis.

Numa vida corrida como a que eu tenho, posso atestar com todas as letras que a internet muito mais aproxima, pois sem ela hoje eu não teria mais contato com quase nenhum dos meus amigos e parentes, se não fosse a bendita internet.

Hoje sou dependente dela para trabalhar, fazer contato com meus amigos e familiares, fazer pesquisas escolares para os meus filhos e... carinhosamente escrever neste blog. Sem internet a mão, com certeza, você teria muito pouco ou quase nada de mim, e jamais teria acesso às minhas potencialidades, ou pelo menos, uma delas.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Só - Oswaldo Montenegro



“Vontade de ser sozinho
Sem grilo do que passou
A taça do mesmo vinho
Sem brinde mas por favor
Não é que eu não tenha amigos, não
Não é que eu não dê valor
Mas hoje é preciso a solidão
Em nome do que acabou

Vontade de ser sozinho
Mas por uma causa sã
Trocar o calor do ninho
Pelo frio da manhã
Valeu a orquestra se valeu
Agora é flauta de Pã
Hojé é preciso a solidão
Com a benção do Deus Tupã, ô menina

E a quem perguntar quando o vento sopra
Responda que já soprou
Mas o vento não traz resposta
Acabou 

A flecha que passa rente
Cantor implorando um bis
O cara que sempre mente
A feia que quer ser miss
Gaivota voando sob o céu
A letra que eu nunca fiz
Tudo é a mesma solidão
Mas dá pra se ser feliz, ô menina

E a quem perguntar quando o vento sopra
Responda que já soprou
Acabou 

E todo mundo é sozinho
E ai de quem pensar que não
A moça com seu vizinho
Soldado com capitão
E resta a quem tá sem seu amor
Amar sua solidão
Hoje é preciso um uivo
De lobo na escuridão, ô menina

E a quem perguntar quando o vento sopra
Responda que já soprou
O vento não traz resposta
Acabou”


Fiquei comovida como o meu texto “Sozinha...” deu Ibope. Recebi muitos e-mails e ligações a respeito, pessoas mostrando solidariedade à minha solidão momentânea e outros até me desejando força. A esse último, disse que se me desejasse força, eu batia. (risos)

Como é bom ter amigos! (Acho que nunca vou me cansar de repetir isso.) E como amo tanto todos os meus amigos!!!

Mas o tema hoje, mais uma vez sobre solidão é sobre essa solidão estranha que nos acompanha, muitas vezes sem que queiramos ou que saibamos, mas que se faz imensamente necessária a todos.

Oswaldo Montenegro retrata isso muito bem na letra de sua música Só. Hoje vou falar um pouquinho sobre essa música, em particular, na forma que ele descreve tão bem, nos fazendo suspirar, respeitar e amar esse momento ímpar e tão particular de nossa vida.

Às vezes sentimos vontade de estar só, sem que seja preciso nenhum acontecimento que cause trauma ou sentimento de abandono. Simplesmente queremos estar em companhia de nós mesmos, saborear um bom vinho, aquele que temos costume de tomar, seja nas horas tristes ou felizes. Quem sabe olhar o céu e pensar na vida, refletir sobre tudo (ou sobre nada)... ficar ali, nesse momento tão íntimo conosco, bebericando o companheiro que nos faz elevar cada vez mais o pensamento.

Não é pela falta de amigos, mas naquela hora, tudo o que se quer é estar ali, se amar daquele jeito, se descobrir, se inventar. Talvez um brinde silencioso a uma situação desgastante que finalmente acabou. Essa situação que te acompanhou durante tanto tempo, te pesou a vida, te preocupou, te colocou pra agir, te estressou e que agora, não está mais ali. Se foi. Só restou o seu suspiro aliviado e sua taça do vinho companheiro.

Vontade de ser sozinho, não por algum tipo de depressão ou por se sentir abandonado pelo mundo, mas poder escolher o que se quer da vida, podendo trocar aquele momento em família tão aconchegante para sozinho respirar o ar puro da manhã, ver o orvalho da noite dando boas vindas a um novo tempo que começa agora.

Estar só e saber que tudo que foi vivido, em qualquer “batuque”, mesmo que não tenha sido o seu predileto, valeu a pena. Porque tudo sempre vale a pena! Enfim, agradecer ao universo, aos deuses, ao céu, à natureza por tudo estar mais calmo, mais leve, mais ameno.

Nesse momento, se te perguntarem o que houve, o que aconteceu... não importa mais, afinal, o que tinha que ser já foi e não se faz necessário nem mais relembrar, muito menos comentar. Que refrão!

Então ele retrata as diversas, porém singelas, formas de solidão... Aquela flecha que estava pronta para acertar e errou, se sente sozinha, jogada ao léu. E como a flecha, tantos objetivos que tentamos alcançar ou pessoas que tentamos atingir, em vão.

Aquele cantor que passa anos ensaiando para o seu público à espera de aplausos e, na hora H, só resta o silêncio. Assim como nós estamos sempre esperando algum tipo de reconhecimento e nem sempre conseguimos.

O cara que sempre mente e a feia que quer ser miss, sempre tentando se mostrar o que não é, sempre buscando aceitação dos outros, sendo que nem eles se aceitam tal como são. Quantos de nós nos enquadramos nesse homem e nessa mulher, mesmo que momentaneamente?

Gaivota voando sobre o céu... é lindo. Mas o que será que ela procura? O que te falta para que ela se sinta bem, completa, que possa pousar em porto seguro e sentir o alento? E nós? Onde vai parar essa busca incansável, muitas vezes sem saber nem o que estamos buscando?

A letra que eu nunca fiz. Creio que aqui ele fala do vazio que sentimos, como se faltasse algo pra ficar bonito, emocionante, contagiante. Falta aquele ritmo essencial à vida. Mas ele termina, sabiamente... mesmo com tanta solidão, com tanta interrogações, com tantos percalços que encontramos pela vida, é possível sim ser feliz. Tudo é uma questão de escolha. Mais do que possível, ser feliz é essencial.

Oswaldo termina sua canção lindamente, constatando que todo mundo é sozinho. E somos! Seja por um momento, uma situação, por falta de alguém, por estar no lugar certo na hora errada ou na hora certa e lugar errado, percebido ou não, desejado ou não.

Estar só tem sua magia, seu encantamento e, às vezes, se faz necessário. Basta entendermos que tudo tem a sua razão de ser e, ser feliz, sozinho ou não, é tudo que se quer.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Mania de escrever

Não me considero boa com as palavras. Ou melhor, acho que não sou boa com as palavras que me saem pela boca. Geralmente elas saem “demais”: altas demais, eufóricas demais, agressivas demais, melancólicas demais, impensadas demais...



Então prefiro escrever porque, assim como a música, escrevendo, o texto tem o ritmo que se quer dar. Além do mais é possível ler, reler e temos a grande chance de corrigir, o que é sempre muito bom, em qualquer circunstância.


Quando eu começo a escrever, uma magia acontece dentro de mim. É como se eu estivesse lavando a alma, viajando por campos inexplorados, testando o novo, me descobrindo... uma delícia! E a sensação é de gozo, inexplicável.


Então, me sinto um tanto imbecil, escrevendo sobre tudo e sobre todos, como uma forma de fazer com que não passe despercebido. E eu, literalmente, sento na arquibancada da vida e fico ali, horas, só observando. E frases me vêem como por impulso e meus dedinhos começam a digitar descontroladamente.


Aliás, não consigo escrever pouco. Se for para escrever, que seja muito, que seja intenso, que seja eu, que tenha a minha cara, que ao “ler-me”, possa-se ter um pouco de mim. E o tema pouco importa, é aquele do momento. Pode ser sobre a lua, o sol, o mar, os amigos, os amores (os meus e o dos outros), a família, a música, a poesia... sobre o feio, o belo, o intrigante, o desconhecido... o importante é escrever.


Melhor ainda se mexer com o coração, com as emoções, as mais íntimas, as mais inesperadas, as mais piegas, mas que eu possa naquele texto, interagir com que está lendo. Fazer com que a pessoa que lê, possa me ver e ouvir naquele momento.


Há quem diga que escrever é comprometer-se, é deixar sua marca, é registrar. Talvez seja essa a minha grande atração pela escrita. É poder mostra-me por inteira, esquecendo neste momento a vergonha, a sensatez, a razão e simplesmente deixar-me despir.

E o Rio de Janeiro? Continua lindo???


“O Rio de Janeiro continua lindo. O rio de janeiro, fevereiro e março...”, diz a música de Gilberto Gil que todos conhecemos tão bem, chamada Aquele Abraço.

Não tem como negar, o Rio de Janeiro é uma das cidades mais lindas do país, se não a mais bonita. Sua beleza natural que mistura o azul do mar, com o verde de suas árvores entranhados em seus concretos de urbanidade, dá a medida necessária para enchermos nossos olhos de encanto.

Porém, os índices de violência aumentando a cada dia e com as barbáries que acompanhamos diariamente pelos noticiários, estão deixando o cenário carioca um tanto quanto assustador e sem graça.

Agora com as Olimpíadas de 2016, o Rio virou também preocupação mundial, pois o mundo todo está horrorizado com os acontecimentos que há muito tempo acontecem e que estão cada vez mais evidentes.

Particularmente, adoro o Rio de Janeiro pela televisão e fotos. Não vejo nessa cidade o menor glamour. Podem de chamar de atrasada ou provinciana, mas o fato é que quando vou ao Rio tenho a impressão que a qualquer momento haverá um assalto ou uma bala perdida bem ali, pertinho de mim. Melhor se não for em mim! É uma triste realidade que vive milhões de brasileiros, cariocas ou não, que se vêem morando naquela cidade. Já é parte da rotina deles.

Há pouco tempo recebi uma carioca no meu escritório que quase se enfiou debaixo da mesa quando escutou o estrondo de um objeto que caiu no andar de cima. Envergonhada pelo seu susto, já foi se explicando logo que em sua cidade eles se deitam todos pelo chão quando ouvem esse tipo de barulho. Já é de praxe!

Pensa na qualidade de vida deste lugar! Será mesmo que a corrida matinal na praia é tão prazerosa e despreocupada? Será que faz mesmo bem à saúde? Ao coração, não tenho a menor dúvida. Mas e à mente?

Assaltos constantes, seqüestros relâmpagos, tráfico de drogas, troca de tiros com a polícia... tudo muito desesperador no meu ponto de vista. Não que isso não faça parte da vida das grandes metrópoles, mas dispenso o exagero.

Daí, olhando essa imagem, linda por sinal, fico imaginando... talvez fosse necessário mais alguns Cristos nessa cidade. Ou talvez esse Cristo Redentor acabou se rendendo a tanta maldade, chacinas, mortes, estupros... à violência que essa cidade exala. Piedade, Senhor!

E ao Rio de Janeiro, além “daquele abraço”, rogo ao Cristo que o proteja e abençoe as pessoas que ali vivem. Elas vão precisar!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Amizade entre homem e mulher existe?



É claro que sim. E isso eu posso dizer por experiência própria! Tenho muitos amigos homens e, minhas amigas mulheres que me perdoem a sinceridade, mas eles são menos complicados do que as mulheres.

Quando falo em complicação, estou me referindo ao ciúme e ao espírito de concorrência que as mulheres carregam dentro de si, consciente ou inconscientemente, o que muitas vezes, acaba tornando o relacionamento mais pesado e menos confiável.

Concorrência porque mulher sempre está se comparando uma às outras. Aquela história que mulher se arruma para outras mulheres e não para os homens é pra lá de verdadeira. É como se só se percebessem mediante à presença de outra mulher. Ela precisa estar feliz, comparada à vida de outra mulher. É sempre o referencial. Por exemplo, ela só vai saber se seus seios estão um tanto caídos, depois que a amiga coloca silicone e fica lindo!!! Ou pelo menos, pensará em como ficaria se resolvesse também se “turbinar”. E claro que não dá pra generalizar, mas geralmente é o que acontece.

O ciúme já é pela afetividade que é intrínseco nas mulheres. Mulher tem mais necessidade de toque, de ombro, de estar junto, de falar, de saber do outro... é parte do sentimento maternal que ela possui. E se isso não acontece, ela se entristece ou enche a cabeça de minhocas do tipo: fulana está estranha comigo!?

Já o homem não. Homem é mais prático, talvez porque seja menos sentimental. Quando se é amigo de homem, você não tem que ficar ligando pra mostrar que você não o esqueceu, ou dando satisfações do que fez ou deixou de fazer. Além do mais, eles analisam com uma frieza tal aquelas suas “nóias”, que aquela tempestade toda vira um chovisco de uma hora pra outra. Eles têm o dom de te puxar pra realidade rapidinho.

Há muitos que discordam ou desconfiam quando digo que tenho muitos amigos homens. É sabido que homem é instinto. Sabe-se também que as mulheres são charmosas e sensuais por natureza. Por isso, é tão utópico imaginar que essas amizades pra lá de deliciosas aconteçam.

Mas posso atestar: Acontece. Claro que, no início, eles chegam sendo mais que amigos, verdadeiros irmãos. A segunda fase é aquela em que eles começam a agir de forma estranha, mais “carinhosa” e, pela própria natureza, dão uma investida. Aí cabe a mulher se posicionar. Vai ser namoro ou amizade? Agora é a mulher que define.Confesso que já abri mão de relacionamentos amorosos com amigos. Algumas vezes por não fazerem mesmo o meu estilo, não combinar com o meu perfil. Outras por conhecê-lo muito bem e não querer aquele tipo de postura de homem pra minha vida. Mas o terceiro e mais importante motivo é saber que se nos envolvemos amorosamente, as coisas mudam, ficam cheias de cobranças, inseguranças e quando se acaba, porque é inevitável que aconteça, se assim for, cada um toma seu rumo e surge uma estranheza entre os dois inexplicável. Muitas vezes não conseguem manter um relacionamento nem de “bons conhecidos”.

Resolvida essa atração passageira, teremos aquela pessoa tão amada e tão amiga por perto pra sempre. Por perto porque estará sempre dentro do nosso coração e sabemos que podemos contar a qualquer momento. Você acaba colocando na balança e, com certeza, vai optar pelo amigo. E daí é melhor ainda, porque você vai poder manter aquilo secretamente dentro de você. É mais um fetiche de fantasia para os seus momentos de ócio. Mas ainda assim continuamos amigos.

Amo de todo o coração os meus amigos homens. E quando um avança o sinal, deixo bem claro a eles que algumas mulheres são para se ter, outras para se desejar. E, no caso deles, eu prefiro me enquadrar no segundo gupo.

Amizade - Vinícius de Moraes



Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos, nem percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.

A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis o que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme.

Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto a minha vida depende de suas existências...

A alguns deles não procuro, basta-me saber que existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas porque não os procuro com assiduidade, não posso dizer-lhes o quanto gosto deles.

Muitos não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não o declare, nem os procure.

E, às vezes, se os procuro, noto que não têm noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque fazem parte do mundo que, tremulamente, fui construindo e tornaram-se alicerces do meu encanto pela vida. Se um deles morrer, ficarei torto para um lado.

Se todos morressem, desabaria!

Por isso é que, sem que eles saibam, rezo pela vida deles e me envergonho porque sei que essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem-estar. E talvez fruto do meu egoísmo...

Por vezes mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer...

Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca saibam que são meus amigos!

A GENTE NAO FAZ AMIGOS, RECONHECE-OS.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Sozinha...

"Às vezes no silêncio da noite
Eu fico imaginando nós dois
Eu fico ali sonhando acordado
Juntando o antes, o agora e o depois

Por que você me deixa tão solto?
Por que você não cola em mim?
Tô me sentindo muito sozinho

Não sou nem quero ser o seu dono
É que um carinho às vezes cai bem
Eu tenho os meus desejos e planos secretos
Só abro pra você, mais ninguém

Por que você me esquece e some?
E se eu me interessar por alguém?
E se ela de repente me ganha?

Quando a gente gosta
É claro que a gente cuida
Fala que me ama
Só que é da boca pra fora

Ou você me engana
Ou não está madura
Onde está você agora?"


Sexta-feira, à noite. Televisão ligada, o caçula dormindo ao meu lado na minha cama, os outros dois, cada qual no seu quarto... e eu, tenho como companhia o computador. À proposito, o programa televisivo é... Amor e Sexo. Rsrsrs...

Então me veio a vontade de escrever. Mas sobre o que? Foi quando me veio na mente esta música, muito conhecida na voz de Caetano Veloso. E, desta forma, expor mais um pouco de mim.

Gostaria muito que meu marido entendesse o quanto a solidão me deixa à mercê, carente, triste e desolada. Não que eu não precise dos meus momentos de solidão. Sim, eles são fundamentais. Mas não nos finais de semana, à noite, quando os casais tiram um tempinho da vida corrida para poderem curtir um ao outro.

'Por que não abre o jogo e diz isso a ele?', você deve estar perguntando. Eu digo, inúmeras vezes, rasgado, com um toque de ameaça e crueldade até, doa a quem doer. Mas acho que ele não me leva a sério. Vai ver estou parecendo aqueles suicidas fajutas que ficam tremendo no parapeito do imenso edifício dizendo: “Eu vou pular! Agora eu vou pular!”

Talvez porque já seja um hábito na nossa história. Com duas semanas de casados, ele foi para a fazenda com meu pai, no meio do nada e lá ficou por 21 dias. Quando voltou, retornou ao trabalho e, ao fim do dia, ao invés de vir pra casa, ia pra um barzinho que ficava em frente com o meu irmão. Depois, começou a mexer com fazenda, saia cedo de casa, passava o dia na fazenda, chegava à noite, tomava banho correndo e saia para leilões de gado. De lá, só chegava depois da meia noite.

E os dias foram passando lentos... Várias vezes brigava, tentando me fazer ouvir, até que parei de brigar, para que nossa relação ficasse menos desgastada do que já estava. Afinal, nada do que eu dissesse ou fizesse o fazia entender que estavam se abrindo buracos em mim. Por enquanto, só no coração.

Com o tempo, cansei e resolvi enfrentar a situação tal como é. Fui arrumando ferramentas para ser feliz, apesar de continuar sozinha e cheia de carências. Quando percebi, ele já não fazia mais tanta falta. Se estivesse aqui, ótimo. Se não estivesse, bom também. Pelo menos, eu fingia que sim. Era como se tivessem aberto mais buracos, mas desta vez, na mente.

Hoje me encontro naquela fase “suicida” que falei acima, ou seja, muita ladainha e pouca ação, de fato. Porém, é como a frase do Arnaldo Jabor (que, aliás, eu adoro): “quem não dá assistência, perde a preferência e abre para a concorrência”. É inegável que muitas coisas mudaram, no relacionamento e dentro de mim. Será que tem volta?

Voltando à música, “quando a gente gosta, é claro que a gente cuida”. Cuidar de uma mulher é muito fácil. Elas só querem respeito, atenção e segurança. Deixar uma mulher sozinha, sabendo o estrago que é feito, é não considerá-la, por conseguinte, não merecê-la.

E o que fazer com “meus desejos e planos secretos”??? Vão ficando contidos, por enquanto, até que se haja coragem de, enfim, tomar a decisão e pular.